O Sistema de Crédito Cooperativo vai ofertar mais de 22 bilhões de reais para o setor agropecuário.

O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) vai ofertar mais de R$ 22,9 bilhões para o setor agropecuário dentro do Plano Safra 2020/2021, valor 10% acima do montante disponibilizado na safra 2019/2020. A estimativa é de que os recursos sejam distribuídos em aproximadamente 227 mil operações, de acordo com nota da instituição financeira cooperativa, que atende mais de 4,5 milhões de associados.

Nos Estados do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro, o valor será de R$ 6,9 bilhões, 18% superior ao ofertado na temporada passada.

Dos R$ 22,9 bilhões, R$ 10,4 bilhões devem se destinar a operações de custeio, comercialização, industrialização e investimento.

Para produtores rurais associados no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro, os mais de R$ 6,9 bilhões devem ser concedidos por meio de 100 mil operações de custeio e investimento.

Deste montante, em torno de R$ 1,6 bilhão será liberado pelo Pronaf, dos quais R$ 1,2 bilhão para custeio agropecuário e R$ 400 milhões em linhas de investimento.

No Plano Safra 2019/2020, 80% das operações realizadas pelo Sicredi foram feitas com pequenos e médios produtores rurais associados.

A expectativa da instituição é de que o porcentual de atendidos com estes perfis seja mantido no próximo ciclo.

"O associado que obtém financiamentos para o seu empreendimento no campo gera empregos e renda, alimentando o desenvolvimento de sua comunidade", afirmou na nota o diretor executivo de Crédito do Banco Cooperativo Sicredi, Gustavo Freitas.

Na temporada que se encerra nesta quarta-feira – ainda sem dados consolidados -, o Sicredi estima ter liberado R$ 20,7 bilhões em mais de 203 mil operações, aumento aproximado de 15% na comparação com os recursos concedidos no ciclo 2018/19. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Novo Plano Safra Nesta quarta-feira (1º) entrou em vigor o novo Plano Safra, com o início da temporada da safra 2020-2021. Os produtores rurais já podem acessar os recursos para financiamento nos bancos que operam com crédito rural e nas cooperativas de crédito. O governo federal disponibilizou R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, alta de 6,1% (mais R$ 13,5 bilhões) em relação à safra anterior.

O recurso, anunciado no lançamento do Plano Safra, há duas semanas, contribuirá para garantir a continuidade da produção no campo e o abastecimento de alimentos no país durante e após a pandemia do novo Coronavírus.

Nos primeiros meses do ano agrícola, os produtores dão início à execução de suas decisões de plantio e de investimento, baseadas em expectativas de mercado e nas medidas de apoio anunciadas no lançamento do Plano Safra.

Do total programado de R$ 236,3 bilhões do Plano Safra, R$ 179,38 bilhões estão destinados para custeio, comercialização e industrialização e R$ 56,92 bilhões para investimentos.

Para o seguro rural de 2021 o governo disponibilizou R$ 1,3 bilhão. O valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.

O orçamento para as lavouras de café conta com R$ 5,7 bilhões.

Os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização. Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização).

Nos financiamentos para grandes produtores, a taxa anual de juros será de 6% para custeio e de 7% para investimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do Ministério da Agricultura.

Fonte: O Sul

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