O que ficou definido com o Ministério da Agricultura em reunião sobre frigoríficos no RS

Encontro ocorreu na tarde desta segunda-feira (11); pasta buscará diálogo com fiscalização e empresas

Marília Bissigo / SES-RS, Divulgação

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Reunião virtual foi na tarde desta segunda-feira (11) e contou com a participação da secretária da Saúde, Arita Bergmann (D)
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Chamada para outro compromisso, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, foi representada pelo secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, na reunião que tinha a situação dos frigoríficos do Rio Grande do Sul como tema. A videoconferência durou cerca de uma hora.

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Do outro lado da tela, estavam os secretários estaduais de Agricultura, Covatti Filho, e da Saúde, Arita Bergmann, além de técnicos das duas pastas. O que de mais prático saiu do encontro foi o alinhamento dos órgãos em relação às informações sobre registros de covid-19 em trabalhadores de empresas do setor. Incluindo os dois mais emblemáticos, das unidades da BRF, em Lajeado, no Vale do Taquari, e a JBS, em Passo Fundo, no Norte, ambas interditadas.

— O ministério quis entender o processo, porque estavam chegando várias informações desencontradas — diz Covatti Filho.

Ficou definido que o Ministério da Agricultura deverá intermediar o diálogo com representantes do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul. Segundo Covatti Filho, a ideia é evitar ao máximo a “judicialização”. Ao mesmo tempo, se buscará conscientizar as empresas da relevância do acesso aos dados com agilidade. Municípios — que têm a missão de fazer controle da doença lá na ponta — relatam dificuldades para obter detalhes com as indústrias sobre medidas implementadas e detecção de casos suspeitos, por exemplo.

— Para a vigilância, informação é tudo. Sem elas, não é possível realizar as ações necessárias em tempo oportuno. O Ministério da Agricultura e a Secretaria da Agricultura do Estado são nossos aliados no enfrentamento à epidemia que estamos vivemos — observa o a coordenadora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Rosângela Sobieszczanski, reiterando a importância da notificação de suspeitos e de isolamento do funcionário.

O prejuízo em um cenário como o atual vem para todos. Começa pela saúde e chega ao campo da produção. Porque a preocupação em manter a produção de alimentos é mais do que legítima. O temor de ver milhões de animais cuidadosamente preparados tendo como destino um aterro sanitário, também. E justifica a inquietação de produtores com a combinação de pandemia. Para virar o jogo, é preciso colocar todos para jogar no mesmo time.

— Precisamos garantir tanto a saúde dos trabalhadores quanto a qualidade dos produtos ofertados por essas empresas. Não é nosso desejo fechar empresas, pelo contrário, queremos estimular o abastecimento de carnes no Estado, mas é fundamental que os ambientes industriais e os produtos ofertados sejam seguros e devidamente fiscalizados — ressaltou a secretária Arita após o encontro desta segunda-feira.

11/05/2020 – 19h21min
Atualizada em 11/05/2020 – 19h32min
Gisele Loeblein
GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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