O que está por trás dos resultados positivos das cooperativas do RS

Recordes de faturamento nas 13 áreas de atuação, puxados pelo ramo agropecuário, revelam lógica diferente na hora de lidar com os negócios

Fernando Gomes / Agencia RBS

Cooperativa de Não-Me-Toque, Cotrijal foi impulsionada pela Expodireto e tem o melhor resultado entre as do agronegócioFernando Gomes / Agencia RBS

Não existe fórmula mágica para fazer um negócio dar certo, seja no campo ou na cidade. Mas alguns modelos têm se mostrado mais blindados – ainda que não infalíveis – do que outros.

O cooperativismo, com jargão próprio, no qual o faturamento recebe o nome de ingresso e o lucro se chama sobra, é um deles. Recentemente, na apresentação do balanço dos resultados de 2018 do segmento, quando novo recorde foi registrado no Estado, a máxima de que o sistema cresce nos momentos de crise voltou a ser repetida.

Ao usar não só um vocabulário diferente, mas outra lógica para tocar os negócios, as cooperativas acabam ganhando destaque frente ao sistema empresarial. E vão irrigando incentivos em seu entorno, muitas vezes impulsionando toda uma comunidade, como mostra a reportagem de Joana Colussi.

Para fazer o sistema dar certo, é preciso nutri-lo com insumos importantes, como o da gestão. Nas que atuam no ramo agropecuário, a qualificação se faz ainda mais necessária porque a matéria-prima é sensível a oscilações climáticas e de mercado, o que impõe alto risco à atividade.

Sem se preparar para conseguir administrar todos os recursos, humanos e capitais, as cooperativas também podem sucumbir. Um dos casos emblemáticos é o da Cotrijui, que já foi a maior da América Latina e hoje está sob intervenção judicial, depois de passar por um processo de liquidação extrajudicial que começou em 2014.

É possível superar os problemas quando eles aparecem – a Cooperativa Mista Tucunduva (Comtul) provou isso ao conseguir reverter uma liquidação extrajudicial. Nesse caso, foi também a forma de lidar com o problema que fez a diferença, com agilidade na tomada de medidas e participação ativa dos associados.

Fonte: Zero Hora

GISELE LOEBLEIN