O hoje e o amanhã do plástico

No Estado, hoje, temos 1.300 indústrias de transformadores de plástico, gerando 25 mil empregos diretos, enfrentando uma concorrência, muitas vezes, desleal. Por exemplo, falta ao setor, para suas vendas para fora do Rio Grande do Sul, um mecanismo de crédito presumido, visando a compensar parte do desbalanceamento concorrencial de outros estados, que contam com incentivos fiscais para a importação de matérias-primas.

Além disso, possuímos um parque produtivo atualizado e com ociosidade e enfrentamos um aumento dos custos em que nossos índices de produtividade não acompanharam os aumentos de salários e os nossos repasses de preços, devido à alta da matéria-prima, ficaram abaixo do IPCA. Sem contar as dificuldades que temos para enviar nossos produtos transformados para outros estados devido ao custo de logística. Por isso, defendemos um crédito presumido para as vendas interestaduais e um incentivo diferenciado para o consumo de matérias-primas do polo petroquímico gaúcho.

O dever de casa da indústria gaúcha – que é o de produzir produtos diferenciados buscando maior valor agregado, maior produtividade, menor consumo de energia e agregando novos materiais, como o polietileno verde – está sendo difundido entre o meio empresarial pelos três sindicatos locais. Além disso, precisamos conscientizar o governo do Estado de que a falta de arrecadação é muito maior pela perda de mercado para produtos de fora. Esse é o nosso hoje. Para o amanhã, nossa preocupação é ainda maior, tendo em vista a recuperação da indústria de transformação norte-americana em função do shale gas, atualmente atendida pela China, se autoabastecer e, com isso, os chineses se voltarem para outros mercados. É hora de pensar no agora para mantermos nosso parque de máquinas em pleno funcionamento aqui no Estado no futuro.

Presidente do Sinplast

Fonte: Jornal do Comércio | Edilson Deitos

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