O FUTURO DA TERRA – Safras & Cifras apoia produtores na sucessão

 

Iribarrem fundou empresa que hoje está em expansão no País

Iribarrem fundou empresa que hoje está em expansão no País

/SAFRAS&CIFRAS/DIVULGAÇÃO/JC

A profissionalização da sucessão está em alta no agronegócio brasileiro e diversos fatores apontam para a importância desse tema. O aumento dos índices de longevidade da população coloca diferentes gerações trabalhando juntas, o que, muitas vezes, leva a conflitos – que, por sua vez, precisam ser gerenciados para não prejudicarem os negócios.

Soma-se a isso o fato de que as famílias têm cada vez menos filhos, o que reduz as opções no momento em que o fundador precisa definir quem será seu sucessor. Além disso, ao longo dos anos, muitos filhos de produtores rurais se acostumaram a ouvir seus pais reclamarem da geada, das chuvas ou do excesso de seca, que prejudicam a safra. Como fazer, então, com que eles tenham interesse de permanecer nessa área?

"Se não for feito um trabalho realmente profissional, o fundador pode acabar ficando sem sucessor. Além disso, um processo sucessório organizado ajuda a diminuir o êxodo rural", alerta o sócio-fundador da Safras & Cifras, Cilotér Borges Iribarrem.

A companhia, que tem como missão ser uma referência no mercado de consultoria no agronegócio para empresas rurais familiares, investiu nos últimos anos em um time multidisciplinar especializado para apoiar os clientes no seu planejamento sucessório, implementação de governança, e planejamento tributário. O foco do processo é manter a família unida, proteger o patrimônio, minimizar os conflitos, contribuir no crescimento do negócio, facilitar a sucessão, garantir os direitos dos fundadores, minimizar as disputas judiciais entre os sucessores e reduzir os custos da transmissão do patrimônio, para garantir a continuidade.

A metodologia do trabalho de governança e sucessão envolve formatos importantes para levar conhecimento aos produtores rurais, através de palestras, treinamentos e a consultoria direta aos produtores. Tudo começa com o entendimento das características e necessidades da família e do negócio, desenvolvendo um projeto personalizado. A implementação completa do trabalho geralmente se dá em 1,5 ano.

Ele ressalta que a Safras & Cifras de fato realiza o que prega para os clientes. "Temos todo o nosso processo sucessório definido. Quando eu ou qualquer outro sócio nos retirarmos do negócio, já estão definidas as regras de saída, transferência de cotas, acertos, bem como, as regras de entrada de novos sócios", conta.

A Safras & Cifras iniciou as suas operações em 1990, em Pelotas, onde até hoje fica a sua sede. Tendo sempre como foco o setor rural, inicialmente oferecia soluções para o controle financeiro, e depois, passou a agregar a área fiscal e fundiária. Em 2008, veio a aposta na área de governança e sucessão, que hoje concentra grande parte dos negócios.

A empresa vem fazendo uma grande expansão – hoje está presente em 15 estados e no Distrito Federal. Os escritórios estão em Pelotas, Porto Alegre, Uruguaiana, Castro (PR) e Goiânia (GO). Em julho, iniciou a atuação internacional, atendendo empresários rurais no Paraguai. Iribarrem gosta de citar alguns números que mostram o perfil da operação. São 132 profissionais, entre advogados, contadores, administradores, psicólogos, agrônomos entre profissionais de outras áreas. "A multidisciplinaridade é muito importante. Somos uma das poucas empresas do Brasil que atende completamente governança e sucessão em todas as áreas", destaca.

Pesquisador desenvolve vacina promissora para a pecuária

Fabricio Rochedo Conceição atuou durante 11 anos no projeto

Fabricio Rochedo Conceição atuou durante 11 anos no projeto

/UFPEL /DIVULGAÇÃO/JC

Uma nova vacina para o tratamento de infecções e intoxicações que afetam animais do campo e a produção pecuária, como o botulismo e enterotoxemia, chegará no mercado em até dois anos. O produto foi desenvolvido no Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDTec) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), um trabalho de 11 anos do médico veterinário e doutor em Biotecnologia, Fabricio Rochedo Conceição. A fórmula traz resultados promissores, mais satisfatórios dos que atuais em circulação, além de uma produção simplificada, ágil e bem menos onerosa. Agora em fase de escalonamento, a nova vacina sai do laboratório para a produção em massa, reafirmando o potencial do Estado na área de pesquisa e tecnologia, e trazendo preços mais acessíveis ao produtor do campo.

A fórmula desenvolvida durante mais de uma década de estudos acaba de ser comprada por uma gigante no mundo empresarial da saúde: a holandesa Vaxxinova, especializada na prevenção de doenças em animais de produção. Com operações globais, a Vaxxinova também adquiriu o laboratório Biovet, fundado 1957 no Brasil, e agora tem a missão de produzir em grande escala os experimentos desenvolvidos em Pelotas.

"Nosso trabalho, que também representa a vocação do curso, é atacar e solucionar os problemas, gerando produtos e serviços que melhorem a vida em sociedade", diz Fabricio Rochedo Conceição, que também é professor de graduação e pós-graduação de biotecnologia no CDTec. A vacina tem a função para prevenir e combater a clostridioses. O termo é usado genericamente para denominar doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium, que atingem, principalmente, suínos, bovinos, ovinos, caprinos, equinos. "Essas doenças não acontecem frequentemente, mas quando surgem a mortalidade é elevada. O desfecho, geralmente, é fatal", diz.

Por serem infecciosas, as clostridioses são transmitidas de um animal para o outro de forma muito rápida, além de criarem formas de resistência. De acordo como professor, a bactéria já está presente no solo e no intestino de vários animais, inclusive dos homens, sendo resistente a defecação, a radiação ultravioleta e falta de água. "Assim faz o ciclo da bactéria no meio ambiente, impossibilitando a erradicação, que é praticamente impossível", ressalta Conceição.

Com a finalidade de reduzir as sequelas nos animais de produção e o impacto econômico que doenças trazem ao campo, o produto minimiza a infecção e os sintomas da clostridioses, impedindo o óbito. "A vacina ensina nosso sistema imunológico a se defender, especificamente, de uma determinada doença. Na pesquisa em questão, os indicadores são bem positivos", diz Conceição. O resultado da fórmula prova que, mesmo se contaminados, os sinais da doença serão mais fracos, as lesões menos intensa e o os animais afetados irão perder menos peso.

Homenageados em 2018

PRÊMIO ESPECIAL

Paulo Bayard Dias Gonçalves (UFSM)

CADEIAS DE PRODUÇÃO E ALTERNATIVAS AGROPECUÁRIAS

Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (UFPel)

Gilmar Arduino Bettio Marodin (UFRGS)

Fazenda Corticeiras

Noeli Juarez Ferla (Univates)

INOVAÇÃO, TECNOLOGIA RURAL E EMPREENDEDORISMO

Fabricio Rochedo Conceição (UFPel)

Laboratório de Análise de Solos (UFRGS)

Safras & Cifras

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Selo Ambiental – IRGA

Fonte : Jornal do Comércio