O FUTURO DA TERRA | JC reconhece pesquisa e inovação no campo

Troféu O Futuro da Terra será entregue no dia 26 a pesquisadores e produtores que impulsionaram o agronegócio

A 17ª edição do Prêmio O Futuro da Terra, iniciativa do Jornal do Comércio em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), une neste ano as pontas que consagram o resultado da inovação. Entre os escolhidos em quatro categorias e prêmio especial, há maior diversidade, com reconhecimento à contribuição de quem faz pesquisa em universidades e em estatais gaúchas e federais.
A entrega dos troféus será no dia 26, na 36ª Expointer, que vai de 24 deste mês a 1 de setembro, em evento, às 19h30min, no auditório da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), que receberá as principais autoridades dos poderes do Estado, representantes de setores ligados à pesquisa e à atividade do setor primário. Os selecionados são indicados pelo Comitê de Ciências Agrárias da Fapergs. Os integrantes podem indicar nomes que dedicam sua vida à busca de inovações e também à aplicação, elevando a qualidade e eficiência da cadeia produtiva. O ramo de agrárias é um dos grandes beneficiados por investimentos que integram o orçamento da instituição,
A presidente da fundação de pesquisa, Nádya Pesce da Silveira, ressalta que o prêmio reconhece o valor dos escolhidos para elevar a eficiência do setor. “Isso determina a base de geração de valor na economia gaúcha”, lembra a dirigente. Nádya destaca que, na seleção da 17ª edição – quase a maioridade da distinção – elegeu-se nomes ligados a setores que elevam sua projeção na atividade, como o arroz, e a preservação ambiental.
“Há setores que desenvolvem tecnologias para a aplicação da matéria-prima, abundante no Estado”, ressalta a dirigente da fundação. Para Nádya, O Futuro da Terra conseguiu combinar áreas de ponta como fertilização in vitro e a aplicação para as empresas. “O Jornal do Comércio é sempre muito feliz nas premiações, reunindo homenagem à tradição e áreas diversificadas, o que mostra maturidade em relação aos temas.” Este equilíbrio da seleção foi verificado na indicação de grandes universidades e empresas de pesquisa, que amplia o alcance do prêmio. Para Nádya, a distinção é a mais importante entregue a pesquisadores de uma das áreas do conhecimento mais importantes do Estado.
Membro do comitê de ciências agrárias, o pesquisador da Fepagro na área de virologia e professor do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Paulo Rohe aponta que a iniciativa do JC aproxima os polos de inovação e a aplicação. Rohe, há 35 anos atuando em pesquisa e integrante há nove do comitê que escolhe os homenageados, avalia que é a oportunidade de reconhecer publicamente o esforço de quem se dedica a desenvolver avanços que elevarão o desempenho da produção.
“O pesquisador é mais introspectivo, passa o tempo preocupado com seus estudos”, justifica Rohe. “Atrás de cada salto de produtividade e melhoria de nossa agropecuária, tem o dedo desses profissionais”, resume, citando que universidades e empresas de pesquisa, que tiveram maior participação este ano nos escolhidos, costumam lidar com baixos orçamentos e conseguem resultados surpreendentes. “País sem pesquisa é escravo, dependente do que vem de fora”, arremata o pesquisador. 

Feira quer celebrar o resultado da colheita de grãos e o bom momento do agronegócio

Em sua 36ª edição, os organizadores da Expointer, que acontece de 24 de agosto a 1 de setembro de Parque de Exposições Assis Brasil de Esteio, querem celebrar o bom momento do agronegócio gaúcho, com safra cheia e bons preços dos produtos agrícolas. Segundo o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, o evento deste ano já foi pensado de forma a comemorar os bons resultados do setor, que não se abateu com a seca da safra 2011/2012 e fechou a segunda maior safra de grãos da história gaúcha, com 28,27 milhões de toneladas, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado neste mês. “Nossa ideia é que a Expointer seja um espaço para comemorar o bom momento da atividade primária no Estado. Queremos comemorar os resultados excelentes que tivemos nesta última safra, não só pela produção, mas também pelos preços das culturas que vêm do campo”, salienta.
O otimismo também é refletido pelas entidades parceiras da organização da feira. Responsável pelo grosso do volume de vendas no evento, o setor de máquinas agrícolas, que no ano passado teve um volume de R$ 2 bilhões em comercialização, espera aumentar as vendas nesta edição. Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Cláudio Bier, a expectativa para esta Expointer é chegar aos R$ 2,5 bilhões em vendas. “Estamos bastante entusiasmados com a edição deste ano. No ano passado viemos de uma seca violenta e, mesmo assim, vendemos na Expointer R$ 2,02 bilhões, em um ano que iniciou horroroso para os nossos produtores. Neste ano, o quadro é completamente diferente”, ressalta Bier.
Outro setor que estima crescimento nesta edição da feira é o da Agricultura Familiar. Mesmo sem o novo pavilhão, que só deverá ficar pronto para o ano que vem, a estimativa do assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Jocimar Rabaiolli, que também coordena o espaço da agroindústria pela entidade, é que se chegue a uma venda de pelo menos R$ 2 milhões em produtos coloniais que serão ofertados ao público. Em 2012, o valor final foi de R$ 1,25 milhão em vendas. “Estamos trabalhando em cima de 177 estandes, tendo em vista que não saiu o novo pavilhão, teremos alguns remanejamentos, mas não fugirá do layout do ano passado. Cerca de 125 são expositores organizados pela Fetag. Teremos uma rodada de negócios, em parceria das entidades com o Sebrae. A gente organiza as agroindústrias com maior potencial para atender a mercados maiores pós-feira”, informa o dirigente.

Fonte: Jornal do Comércio |

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