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O crescimento recorde do agronegócio brasileiro

O Brasil mais uma vez se destacou e alcançou resultados positivos nas exportações do agronegócio, demonstrando em números o protagonismo do setor para nossa economia. Dados divulgados este mês pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontaram um crescimento de 4,3% nas exportações agrícolas em 2013, saindo dos R$ 226,11 bilhões alcançados em 2012 para aproximadamente R$ 235,92 bilhões no ano passado.

Os produtos do setor que assumiram posição de destaque nos dados do Mapa foram obviamente o de grão e carnes, a tradicional combinação que as exportações nacionais sempre indicam. Outro fato interessante na avaliação do desempenho de nossa economia foi o crescimento de 4% nas importações do agronegócio, com destaque para o setor de insumos e produtos químicos usados no campo. Mesmo com este crescimento nas importações, o agronegócio brasileiro atingiu um saldo positivo de R$ 195,66 bilhões, um recorde já previsto por diversos estudos econômicos e por especialistas nacionais e internacionais.

O complexo soja foi responsável por R$ 73,06 bilhões exportados, mantendo-se no posto de produto mais demandado por países importadores. Esta cifra indica uma fatia de 31% no total das exportações nacionais. A soja em grãos apresentou um aumento exportado de R$ 12,64 bilhões, passando das 32,9 milhões de toneladas para 42,8 milhões de toneladas produzidas e comercializadas. Mais uma vez, a China expandiu suas importações de soja em grãos e importou quase 52,5% da safra brasileira 2012/2013. Outro recorde histórico foi obtido nas vendas externas de milho, que somaram R$ 15,34 bilhões. O valor representa crescimento de 18,2% em 2013 com relação ao ano de 2012.

Quanto ao setor de carnes, a carne bovina obteve um aumento no valor exportado, de aproximadamente 15,9%, e atingiu o recorde de R$ 15,71 bilhões exportados em 2013. Vale ressaltar que as barreiras sanitárias que alguns mercados externos aplicam sobre a carne suína brasileira fizeram com que este tipo de carne não obtivesse um aumento expressivo nas suas exportações. A política externa nacional é consciente deste tipo de barreira comercial aplicada à carne suína brasileira e tenta de diversas formas negociar com tradicionais países importadores para que tal barreira seja baixada e que a carne suína nacional adentre outros mercados externos. No geral, as vendas internacionais de carnes brasileiras obtiveram um aumento de 6,8%, chegando aos R$ 39,64 bilhões em 2013.

O ano de 2013 foi ímpar para o crescimento das exportações de produtos do agronegócio brasileiro. O País alcançou diversos recordes em produção, comercialização e abastecimento de outras economias. Neste contexto, viu-se uma solidificação nas relações bilaterais do Brasil com a China, além do desenvolvimento de relações comerciais com países não-usuais como El Salvador, México e Nicarágua. A União Européia (UE), que tradicionalmente se posicionava como principal importadora de nossos produtos perdeu este posto para a China, que importou cerca de R$ 53,99 bilhões direcionados ao abastecimento do gigante asiático. Outro fator que incentivou a expansão internacional de produtos de nosso agronegócio foi a perda de mercado dos Estados Unidos da América (EUA) para o Brasil devido aos problemas climáticos enfrentados durante o ano, bem como, às políticas públicas internas que visam o crescimento do setor de Biodiesel no país. Os números divulgados pelo Mapa são expressivos e falam por si só. Eles expõem um desenvolvimento substancial de nossa economia, demonstrando a importância da agricultura para nossa balança comercial, com vistas ao desenvolvimento competitivo e sustentável de nosso País, e a consolidação de nossas relações comerciais internacionais, estas agora muito mais fortes e internacionalizadas.

* Thiago Costa Dias é mestre em Relações Internacionais /Université de Liège – Bélgica

Fonte:  Diário da Manhã

Fonte: Suinocultura | Por Thiago Costa Dias*

Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014, 08:48:16

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