O Brasil não aproveita o que tem, diz executivo de empresa de óleo

Diretor diz que região Norte poderia superar a produção mundial de óleo de palma

por Viviane Taguchi

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Irregularidades na posse da terra, como títulos falsos, inibem produção da região Norte

As muitas irregularidades na posse da terra no Brasil são um dos principais entraves para alavancar a produção agrícola, afirmou Marcelo Britto, executivo de uma das maiores empresas de óleos vegetais da América do Sul, a AgroPalma. Ele foi um dos palestrantes do 12º Congresso Brasileiro da Abag, que acontece em São Paulo nesta segunda-feira (5/8).
“Infelizmente, por conta de tantas irregularidades da posse da terra e falta de documentação adequada das áreas agrícolas não temos condições de produzir plenamente”, diz ele. “Se juntarmos as terras agrícolas do Pará e Oeste do Maranhão para produzir palma, por exemplo, poderíamos superar a produção mundial de óleo vegetal, mas não…”, lamenta o executivo, chamando isto de “capital morto”.
“Com tantos títulos falsos de posse de terra, o custo por aqui já mais elevado por natureza: o produtor paga mais porque o risco é maior e o crédito é bem menor”, diz. “É difícil calcular isso no Brasil”.
Segundo o executivo, estima-se que na Amazônia existem 50 milhões de hectares de capital morto, com preço médio de R$ 500 por hectare. “Eu calculo que perdemos uma capacidade de investimento em torno de 25 milhões por ano”, afirma. A consequência direta deste problema, de acordo com ele, é o avanço da atividade agropecuária sobre áreas nativas. “Infelizmente, este é um conceito que não foi pautado para constar profundamente no Código Florestal”.

Fonte: Globo Rural

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