O Brasil do campo deixa perplexo o analista da metrópole


Como escrevi anteriormente, nas últimas semanas tenho andado por várias regiões do país e constatado a efervescência do agronegócio. Daí a criação de empregos paraveterinários, agrônomos,zootecnistas e técnicos e a forte movimentação no comércio das cidades, nas quais os hotéis vivem abarrotados e as estradas repletas de caminhões gigantescos e de automóveis, fato que, álias, as tornam perigosíssimas, mortais.

É claro, tem atividades que não vão bem, mas no geral o cenário é positivo e, mais importante, há muita esperança por conta da abertura de mercados internacionais e também do fortalecimento da demanda interna por alimentos. Eu constatei isso lá.

Pois bem, ontem, o que observei pessoalmente pode ser traduzido em números. É que o país tinha expectativa de exportar US$ 100 bilhões com os produtos do agronegócio neste ano, ao redor de 5,7% a mais do que em 2011, e esse desempenho deverá ser superado, anunciou o Ministério da Agricultura. As vendas externas nos primeiros cinco meses já “alcançaram faixa próxima a US$ 100 bilhões”, diz o órgão.

Importante nisso tudo é que, enquanto os produtos do agronegócio cambaleavam em mercados como o russo e o argentino, o asiático se abria mais. É o Japão, que já importa frango, dando sinal verde para o suíno, ou a China, que cada vez adquire mais soja (ao contrário do que alegavam os pessimistas urbanos de plantão) e que deverá incrementar o comércio com frango, porco e boi.

Veio à memória o comentário de um sojicultor e sementeiro da próspera Primavera do Leste, em Mato Grosso. “Os habitantes dos grandes centros urbanos ficam perplexos e não conseguem interpretar a verdadeira revolução que está ocorrendo no campo, seja na agricultura seja na pecuária, e que vai mudando para sempre a geografia econômica do Brasil.”  Sim, ele disse para sempre. O que acham os meus dez leitores?

Fonte: Globo Rural

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