"O agronegócio do Paraná foi excluído", diz governador Richa

No pacote de logística anunciado pela presidente Dilma Roussef, Estado ficou de fora de investimentos

por Viviane Taguchi

Jonas Oliveira

O governador Richa espera que ao menos o Porto de Paranaguá, que não recebe investimentos há 20 anos, não seja excluído do pacote de logística do governo federal

O governador do Paraná, Beto Richa, disse nesta quarta-feira (29/8), durante inauguração da Biolice – Limagrain Guerra Ingrédients, em Pato Branco (PR), que oagronegócio do Estado foi preterido pelo governo federal ao não receber nenhum investimento do pacote de logísticaanunciado pela presidente Dilma Roussef há duas semanas. No projeto do governo federal, R$ 133 bilhões serão investidos em 7,5 mil quilômetros rodovias e 10 mil ferrovias brasileiras nos próximos 25 anos.
"O PAC das Concessões não destina um único real aos pleitos do nosso Estado, que é responsável por 15,4% da produção agrícola do país", disse o governador. O secretário de agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, explica que, tanto o traçado das ferrovias como a bitola escolhida pelo governo federal induz o escoamento da produção agrícola da região centro-oeste e do Paraná para portos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo ele, no Paraná, a bitola é métrica e a do PAC, larga.
Para o secretário, o prejuízo ao agronegócio é incalculável. Segundo ele, os projetos logísticos do Estado já eram conhecidos pelo governo federal e foram ignorados. "Há inclusive um projeto, – o do traçado da Ferroeste Cascavel a Maracaju (MS), que está sendo estudado e analisado pela Valec há mais de um ano", afirmou. "Queremos a modernização ferroviária com nova ligação até o Porto de Paranaguá, mas este trecho nao foi acolhido".
Entre os trechos "esquecidos", mas conhecidos pelo governo federal, Beto Richa também citou a BR-163, uma duplicação entre Cascavel e Capitão Leônidas Marques, um trecho entre Alto do Amparo e Imbituva na BR-153, a pavimentação da BR-487, a estrada Boiadeira, entre os municípios de Porto Camargo e Cruzeiro D’oeste, o trecho Campo Mourão, Roncador e Palmital na BR-158 e a BR-101, a Translitorânea. "Também ficaram de fora trechos cruciais para o agronegócio como a estrada entre Guarapuava e Paranaguá e o ramal Cascavel, Guaíra, Maracaju".
Nas próximas semanas, a presidente Dilma Roussef vai anunciar mais investimentos na área de logística. Desta vez, em portos e aeroportos. Richa disse que aguarda que, pelo menos, o Porto de Paranaguá, sem obras de investimentos há quase 20 anos, não seja preterido.

Fonte: Globo Rural

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