NOVOS LIMITES PARA PRODUTOR

Regras do Plano Safra tiveram ajustes aprovados

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na última semana, em reunião extraordinária, as normas que regulamentam o Plano Safra 2014/2015, anunciado em maio pelo governo federal com aporte de R$ 156,1 bilhões. As condições valem a partir de 1 de julho.

Entre as definições estão ajustes nas regras de financiamento. Para operações de custeio, o limite por beneficiário, em cada safra, foi elevado de R$ 1 milhão para R$ 1,1 milhão. Já as operações de investimento subiram de R$ 350 mil para R$ 385 mil. Foi definida taxa de juros de 6,5% ao ano para as operações contratadas com recursos obrigatórios.

No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite de crédito de custeio foi elevado de R$ 600 mil para R$ 660 mil, e o limite para investimento subiu de R$ 350 mil para R$ 385 mil. A taxa de juros será 5,5% ao ano.

O CMN também fez ajustes no Pronaf. O limite de crédito individual para custeio da agroindústria familiar, que era de R$ 10 mil, foi para R$ 12 mil, e o teto de financiamento para aquisição de colheitadeira automotriz passou de R$ 50 mil para R$ 70 mil.

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, considerou os aumentos de tetos bastante favoráveis ao segmento. Da mesma forma, o presidente do Simers, Claudio Bier, também se disse satisfeito com as normas estipuladas pelo CMN. ‘Com o aumento de teto, os consórcios entre CPFs serão beneficiados’, avaliou, referindo-se à compra conjunta de máquinas por pais e filhos, por exemplo.

O coordenador de Crédito Rural do Ministério da Fazenda, Francisco Erismá, justificou que o Plano Safra definiu as regras básicas, mas é preciso haver normatização para que as instituições financeiras possam colocá-lo em prática.

Fonte: Correio do Povo

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