NOVO PLANO | Produtor terá juro mais baixo na safra 2012/2013

Governo deve liberar R$ 115 bilhões em crédito, com taxa de 5,5% ao ano

No pacote para a próxima safra que será anunciado pela presidente Dilma Rousseff na quinta-feira, a estratégia de redução de juro do governo federal vai desembarcar no campo. O volume de recursos para a safra 2012/2013 deverá alcançar R$ 115 bilhões, 7,2% acima do programa anterior, com taxa de juro 5,5% ao ano, 1,25 ponto percentual abaixo do ano passado.
Os últimos detalhes do plano de safra estão sendo finalizados por técnicos do governo. A queda nos juros a serem cobrados nas operações de financiamento foi decidida em linha com o ciclo de redução da taxa básica (Selic), que está em 8,5% ao ano – menor patamar histórico – e que deve ter mais dois cortes, para fechar o ano em 7,5%, de acordo com as projeções de economistas do mercado financeiro.
A redução do juro ficou acima do um ponto reivindicado pelos produtores. Mas o aumento de recursos acabou ficando abaixo das expectativas. As principais entidades do agronegócio pediam elevação de 19,4% nos recursos, para R$ 128 bilhões.
O peso maior do crédito oficial no financiamento da safra está na Região Sul, que no ano passado recebeu 40% do total liberado pelo governo. A região Sudeste ocupou o segundo lugar, com 31%. O Centro-Oeste, que nesta safra foi o maior produtor brasileiro, recebeu no ano passado 18% do total dos recursos liberados pelo Plano Safra.
Os produtores da Região Sul dependerão ainda mais do crédito oficial, por causa da quebra provocada pela estiagem. Os agricultores do Rio Grande do Sul foram os mais castigados: perderam 54% do milho, 45% da soja, 17% do fumo e 11% do arroz.
No Centro-Oeste, que nesta safra foi beneficiado pelo clima favorável e bons preços das commodities, a participação do crédito oficial para bancar o custeio da safra deve perder mais espaço para os recursos próprios dos agricultores e a participação das tradings e revendas, por meio de operações de adiantamento dos insumos para recebimento da produção após a colheita.
Na safra passada, em Mato Grosso, os recursos próprios dos agricultores responderam por 25% dos gastos com o custeio da soja, vindo em seguida as revendas de insumos (26%), tradings (25%) e bancos públicos e privados com (19%), segundo estimativas da Agroconsult.

Fonte: Zero Hora

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