Novo modelo de formação de preço para citricultura é apresentado em São Paulo

Proposta pretende dividir riscos e retorno entre toda a cadeia produtiva

Josy Bittencourt | São Paulo

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Foto: Divulgação / sxc.hu

Modelo elaborado pelo Consecitrus pretende dividir riscos e retorno entre toda cadeia produtiva

O novo modelo de formação de preço para a citricultura foi apresentado nesta quarta, dia 10, em São Paulo. É a primeira proposta elaborada pelo Conselho de Citricultores e Indústria de Suco de Laranja (Consecitrus) criado há quase um ano com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva.
O modelo pretende dividir os riscos e o retorno entre toda a cadeia produtiva. O Consecitrus criou uma referência de preço para remuneração dos produtores de laranja semelhante ao que ocorre no setor sucroenergético.
— O conceito é exatamente o mesmo. Esses preços devem ser divulgados a cada mês porque não existe uma frequência de preços tão grande de informações como existe na cadeia da cana-de-açúcar. A ideia é que durante a safra a gente vai poder apurar os resultados da cadeia e com esse assim poder calcular o preço da caixa que o produto vai ter — afirma o economista Alexandre Mendonça Barros, responsável pelo desenvolvimento do modelo.
Segundo o economista, o preço será definido a partir do seguinte cálculo. O primeiro passo é definir qual é o valor da caixa de laranja a partir dos preços dos produtos e subprodutos no mercado interno e no externo. O segundo passo é deduzir os custos com a logística. O terceiro passo é tirar os custos de produção da fruta no campo. O que sobrar é dividido entre a indústria e os agricultores, de acordo com o volume de recursos que cada um investe.
Uma das principais preocupações do Consecitrus é dar ao produtor condições de se preparar para a safra.
— A maior função do Consecitrus é democratizar a informação, transferir tecnologia, levar essa informação ao citricultor, aos agentes da cadeia citrícola e que com essas informações eles possam tomar decisões.
Alguns produtores com informações podem entender que estão em um nível de deficiência de produto abaixo do que seria razoável ou rentável e a quantidade de investimentos que ele teria de disponibilizar para tornar o negócio rentável não compense e ele opte por não continuar na atividade. Infelizmente é um risco que a gente corre — diz o superintendente do Consecitrus, João Sampaio.

CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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