Novo Código Florestal pode gerar barreiras ao comércio

Fonte:  O Globo  | Míriam Leitão

Do jeito que o novo Código Florestal foi aprovado, o impacto na economia é de curto, médio e longo prazo. Do ponto de vista externo: o Brasil é grande produtor de commodities agrícolas, de vários tipos de alimentos, compete com outros países que não são tão competitivos por razões de localização geográfica, entre outras. O país tem várias vantagens competitivas e se tornou grande player no mercado internacional.

Os sinais deixados pela mudança do Código são claros: mais desmatamento para produzir mais, contrários à tendência mundial. No mundo, hoje, quem desmatou está replantando, tendo lucro, inclusive, com essa reconstrução da floresta.

Isso alimenta todas as barreiras verdes ao comércio brasileiro. Enquanto tem pouca produção e muita demanda, o Brasil consegue mercado, mas quando outro competidor com outro tipo de prática tiver a imagem de produtor sustentável, tomará o lugar do Brasil.

Além do mais, tem pressão da cadeia produtiva. Os consumidores pressionam as empresas, que pressionam seus fornecedores para limpar a cadeia de certos crimes, como ambiental e social. Isso vai indicar que o fornecedor do exportador brasileiro está em área desmatada ou foi perdoado pelo governo, servindo de argumento para barreiras contra o país.

Ontem, a Câmara decidiu espalhar ventos e vai colher tempestades mais adiante, se o caminho for mais desmatamento. A natureza é implacável, com ela não dá pra fazer negociação e conchavos.

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