Novo código florestal caminha no Senado para vitória dos brasileiros

Fonte: RONDÔNIA DINÂMICA | Publicada em 24/08/2011 – 09:23

O texto do novo Código Florestal, aprovado na Câmara Federal por 410 dos 503 deputados, ainda está longe de se tornar lei. A discussão é agora no Senado e, é claro, todos querem tirar sua casquinha", pela importância do tema e pelo que ele pode representar em votos em futuras eleições. A tendência é que, na essência, o texto que passou na Câmara seja mantido no Senado, mas podem haver algumas mudanças., Inclusive em questões fundamentais. Os senadores rondonienses Ivo Cassol, Acir Gurgacz e Valdir Raupp, que geralmente estão em posições opostas, nesse caso não. Todos os três estão dando apoio total ao texto baseado no relatório do deputado Aldo Rabelo (PC do B), que servirá para orientar o país nas questões da proteção às florestas, aos cuidados com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, com nossa necessidade de continuar expandindo o agronegócio, até para alimentar o Brasil e o mundo.

No Senado, o relator é o senador Luiz Henrique, do PMDB de Santa Catarina, que já governou aquele Estado. Suas ideias são semelhantes às que Aldo Rabelo expôs em seu relatório, embora quando fale no assunto, ao mesmo tempo em que defende a produção, Luiz Henrique trata de falar cada palavra com cuidado, temendo certamente a ideologia da esquerda em relação ao assunto e as poderosas ONGs internacionais. "Em 2050, o mundo terá mais de 9 bilhões de habitantes. Temos que dobrar em 20 anos a produção de GRÃOS do país, mas sem avançar sobre as florestas", disse sobre o novo Código, pisando em ovos. Tudo indica que os xiitas, dessa vez, se deram mal. E que o bom senso sairá vencedor. Mas, nas questões do Congresso brasileiro, é sempre ficar com um pé atrás. Nem tudo que parece é. Tomara que no caso do Código, dessa vez as coisas funcionem de acordo com os grandes interesses do Brasil. E não dos estrangeiros que querem mandar (e já mandam), por aqui.

VAI PIORAR

Começa a discussão, no segundo semestre, sobre mudanças importantes no Código Penal. Se tivesse realmente alguma preocupação com a maioria da população, se poderia esperar do Congresso decisões radicais contra o crime a violência. Mas, pelo andar da carruagem, o que o novo Código trará, na verdade, será mais benefícios para proteger os bandidos. Qualquer coisa diferente, será surpresa.

RECADO VIA NET

O governador Confúcio Moura mantém em seu blog, praticamente todos os dias, comentários sobre o governo e sobre vários temas. De vez em quando, reclama que alguma coisa não está funcionando. Dá dura, publicamente, exigindo soluções para problemas detectados. Às claras, Confúcio deixa transparecer que não é de esconder nem opiniões, nem sentimentos. Escreve para que todos os seus (muitos) leitores acompanhem suas ideias abertamente. É, no mínimo, um jeito diferente para um

governador.

PLANO B

Várias lideranças do PMDB não acreditam piamente que o deputado Zequinha Araújo queira mesmo disputar a Prefeitura da Capital, no ano que vem, apesar dos seus excelentes índices em todas as pesquisas. Por isso, já há um Plano B em curso. Ele se chama Abelardo Castro Neto e atualmente é o diretor do DEOSP, o departamento de obras do governo estadual.

DISCURSO FURADO

Mundo cão: na semana passada, uma criança de 12 anos, mãe de um filho e grávida de outro, foi agredida pelo ex-marido. Ela e o novo companheiro. A ocorrência foi num bairro pobre da Capital e, é claro, tinha droga no meio. Daí que se pergunta: como uma criança que nem chegou ainda a adolescência será mãe pela segunda vez e ainda tem dois casamentos? É a triste realidade da pobreza do Brasil, que contrasta com os discursos ufanistas de que tudo está bem.

AVISO REITERADO

O Ministério Público Federal denuncia, pela enésima vez, que a situação da Reserva Roosevelt, aquela recheada de diamantes, está para explodir. Já explodiu uma vez, aliás, quando 29 garimpeiros foram brutalmente assassinados na área, em 2004. Vai explodir de novo. Mesmo sentados em cima de uma fortuna incalculável, os índios não usufruem de nada e vivem em estado de miséria. Também por isso, o grave risco de novas explosões na reserva.

INCOMPREENSÍVEL

O caso de Roosevelt poderia ser resolvido com bom senso, controle rígido dos órgãos governamentais e parceria com os Cinta-Larga, poderia resolver de vez a situação de risco constante de confronto naquela área. Mas, é claro que, como a questão é tratada de uma forma incompreensível, quem lucra realmente são as quadrilhas internacionais de contrabandistas, que agem na região. Os índios, donos de tudo, são mantidos longe da riqueza que é deles.

MAIS MUTRETAS

Mais um rolo grande está para estourar no já famigerado Ministério do Turismo. E outra vez envolvendo uma ONG, daquelas que a gente já sabe para que (não) serve. Um tal de Instituto para a Preservação do Meio Ambiente recebeu, em tempo recorde, nada menos que 8 milhões de reais para realizar "cursos" para taxistas, garçons, cozinheiros. Sete horas depois de dar entrada no Ministério, o projeto foi aprovado e o dinheiro liberado. Rolo dos grandes!

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