Nova regra permitiu menor uso de suco em refrigerante

 

Embora tenha reduzido o teor de suco de laranja na produção da Fanta Laranja a partir de 2014 no país, a Coca-Cola garante que os temores da cadeia citrícola são infundados e que o tradicional refrigerante mantém esse "ingrediente" em sua formulação – que passou a contemplar também o suco de maçã.

Na semana passada, o Valor informou que o consumo doméstico de suco de laranja pronto para beber aumentou em 2014 e no ano passado, mas que o avanço poderia ter sido maior caso a commodity não tivesse sido substituída pelo "rival" de maçã na produção da Fanta Laranja.

A Coca-Cola confirmou que passou a empregar o suco de maçã no refrigerante em 2014, e esclareceu ontem que a substituição não foi total. Segundo Andrea Mota, diretora de categorias da empresa, o teor de suco de laranja na Fanta é hoje de 4%. Já o de suco de maçã é de quase 1%.

"Introduzimos o suco de maçã para reduzir a quantidade de açúcar no refrigerante". Segundo ela, o suco de maçã foi escolhido por ter um sabor relativamente neutro para esse tipo de uso e ser menos ácido que o suco de laranja.

A Coca-Cola pôde fazer essa mudança na Fanta Laranja – e na Fanta Uva, que passou por transformação semelhante e hoje também tem suco de maçã em sua fórmula – graças a alterações nas regras de produção de bebidas definidas pelo Ministério da Agricultura em 2013.

De qualquer forma, fontes da cadeia citrícola observam que, se hoje constasse do rótulo da Fanta e de outras bebidas concorrentes a expressão "refrigerante de laranja", um teor mínimo de 10% de suco de laranja teria de ser utilizado. Como a expressão usada é "refrigerante de fruta", os teores hoje empregados na categoria são admitidos.

Ainda assim, como informou o Valor, estudo do Centro de Pesquisas e Projetos em Marketing e Estratégia (Markestrat), com sede em Ribeirão Preto (SP), o consumo doméstico de suco de laranja pronto para beber (incluindo "sucos 100%", néctares, refrescos e refrigerantes, entre outros produtos) chegou a 63 mil toneladas em 2015, 59% mais que em 2005.

Por Fernando Lopes | De São Paulo

Fonte : Valor

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