NOVA OFENSIVA A FAVOR DO BIODIESEL

Aprobio e câmara setorial buscam elevar mistura obrigatória para 7%

Está em campo uma nova ofensiva para que o governo federal eleve a mistura obrigatória do biodiesel ao diesel no país, um freio à expansão do mercado. No recente capítulo da novela que se arrasta desde 2011, o presidente da Aprobio, Erasmo Carlos Battistella, esteve com o ministro da Agricultura, Neri Geller no dia 9. Nesta semana, nova carga, desta vez do presidente da Câmara Setorial das Oleaginosas e do Biodiesel, Odacir Klein. Nos últimos dois anos, parte das usinas fechou por causa da ociosidade que beira os 60%, e agricultores perderam de ampliar mercado, já que grãos como a soja são matéria-prima para o biodiesel, bem como o sebo de proteína animal. O ministro diz ser sensível ao pleito e prometeu uma articulação direta. O assunto está há meses no ministério da Fazenda.

Atualmente, a mistura obrigatória é de 5%. Ela foi aumentada no governo Lula, em 2010, quando era de 2%. Durante a Rio +20, em 2012, rumores animaram o setor, mas não passou de boataria. No ano passado, a presidente Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão prometeram a elevação para 6%, em março deste ano, e para 7%, em novembro de 2014. Até agora, nada. ‘O assunto está com a Fazenda, estamos cercando o governo por todas as formas, agora acionamos também o Rossetto (ministro do Desenvolvimento Agrário)’, revela Klein. De acordo com ele, com o atraso no cronograma, o ideal é que o governo já promovesse a elevação para 7%, pois os leilões de abastecimento para maio e junho já foram realizados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Pelos cáculos da Aprobio, o aumento da mistura significaria um incremento de 40% no mercado do biocombustível, o que corresponde a 1,16 bilhão de litros sobre os 2,91 bilhões processados no ano passado. A medida implicaria ainda um maior esmagamento de soja para produção de farelo e óleo do grão.

ENTENDA MAIS

No mês de março, 71,72% do biodiesel produzido no país se originou da soja e 24,17% da gordura bovina, conforme a Agência Nacional de Petróleo.

A gordura bovina representa, atualmente, um aproveitamento anual de aproximadamente 750 milhões de quilos de sebo, o que corresponde a praticamente metade do ofertado no mercado nacional. Anteriormente, era um subproduto ou transformava-se em agente de poluição.

Fonte: Correio do Povo

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