Nova lei de segurança alimentar dos Estados Unidos é tema de debate na Expointer

Painelistas discutiram os principais riscos a quem exporta produtos ao mercado norte-americano

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Foto: Reprodução / Canal Rural

Agroindústrias brasileiras terão que se readequar à nova lei

O impacto da nova lei de segurança alimentar dos Estados Unidos nas exportações agroindustriais foi tema neste sábado, dia 24, do primeiro painel com transmissão ao vivo pelo Canal Rural na Expointer 2013, direto da Casa RBS, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).
No evento, foram tratadas as questões que devem ser observadas pelas empresas brasileiras que têm como foco o mercado norte-americano. O presidente do Sistema Fiergs, Heitor José Müller, abriu o evento destacando a importância da discussão do tema para a agroindústria no país.
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A especialista em Política e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Stefanie Schmitt, afirmou que a FSMA (Food Safety Modernization Act), a mais ampla reforma legislativa de segurança alimentar já realizada nos últimos 70 anos pelos Estados Unidos, deve causar impactos à cadeia produtiva de alimentos brasileira.
– O impacto será extraterritorial. Quem exporta para os Estados Unidos passará pelo mesmo nível de exigência que os produtores americanos – disse Stefanie.
A especialista alertou para os principais riscos da nova lei americana à agroindústria brasileira: o risco de aumento nos custos de produção de quem exporta para os EUA, em razão da adequação às novas regras e necessidade de emissão de certificados; o risco de a fiscalização norte-americana pedir o detalhamento do processo de produção, incluindo informações confidenciais; a chance de danos à imagem da empresa exportadora e dificuldade no acesso a mercados internacionais em caso de não-adequação às novas regras.
O chefe da Divisão de Defesa Agropecuária da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, ressaltou que ainda não está claro como essas medidas do governo norte-americano serão aplicadas sobre produtores estrangeiros.
– A nova lei vai afetar uma gama gigantesca de fornecedores, mas ainda não se sabe quem vai pagar por essas estruturas de controle – afirmou.
O economista-chefe do Sistema Fiergs, André Nunes de Nunes, falou sobre os impactos potenciais da nova lei para a agroindústria gaúcha.
Já o diretor de Relações com Investidores da Grupo JBS, Jeremiah O’Callaghan, trouxe a visão das empresas exportadoras ao painel. Segundo ele, os Estados Unidos acertaram em ampliar o prazo de adequação para os pequenos agricultores às novas regras.
– É importante que a gente fique alinhado com os Estados Unidos. Vejo potencial em nos espelharmos na legislação americana para ampliarmos nossas exportações.
O’Callaghan pediu aos representantes do governo presentes que dêem atenção à legislação brasileira para que não se deixe a cargo de outros países a tarefa de fiscalizar a qualidade da produção no Brasil.
– Isso deve ser feito pelo Ministério da Agricultura.
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RURALBR

Fonte: Ruralbr

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