NOTÍCIASNOTÍCIAS – ESPECIAL COPA 2018 – Rússia aposta na autossuficiência alimentar e tenta se destacar no futebol

Fonte:Malenkova Tatyana

No primeira reportagem desse especial, você conhecerá a Russia: país sede do mundial e maior país em território do planeta

O Canal Rural inicia nesta segunda, dia 14, uma série de reportagens especiais sobre os países que participam da Copa do Mundo da Fifa 2018. Nos próximos dias, você vai conhecer tudo sobre a agropecuária desses 32 países que estarão no maior evento esportivo do mundo.

No primeira reportagem, você conhecerá a Russia, país sede do mundial e maior país em território do planeta. No esporte, o principal objetivo é passar da fase de grupos da Copa do Mundo, mas na agronegócio, esse país sonha voos ainda mais altos, como conquistar um lugar no protagonistmo que ainda é ocupado por Brasil e Estados Unidos.

Em busca do protagonismo

Há algumas décadas, a Rússia era uma grande importadora de alimentos, mas resolveu que era preciso virar o jogo e buscar a autossuficiência na produção agropecuária. O governo russo divulgou no início dos anos 2010 um programa estatal para o desenvolvimento agrícola, num projeto que vai ser aplicado até 2020. Entre as iniciativas, está um plano voltado para a recuperação de terras agrícolas e outro para o desenvolvimento sustentável de áreas rurais. Ainda não foi possível conquistar a total independência do mercado internacional, mas a agropecuária russa já se tornou mais tecnificada e ganhou impulso.

Hoje, o país conseguiu reduzir a importação de carne de frango por conta do aumento da produção local e tornou-se o terceiro maior produtor de trigo do mundo, atrás apenas de China e Índia, e o maior exportador do cereal. Além disso, intensificou a produção de soja, cevada e de milho, que tem ganho cada dia mais espaço, devido à demanda da produção pecuária.

A relação com a Rússia já foi mais lucrativa para o Brasil, mas, nos últimos anos, o país resolveu impor restrições a alguns produtos do país, como a carne suína, alegando razões fitossanitárias, entre outros problemas. O resultado é que, em contrapartida, agora o Brasil importa pouca coisa daquele país, com destaque para produtos florestais, um pouco de farinha, de açúcar e de produtos hortícolas. Por outro lado, enviamos soja, couro, fumo e bem menos carnes do que já exportamos um dia.

O Brasil embarcou, em 2017, apenas 495 mil toneladas de proteína animal para a Rússia, contra 945 mil toneladas de dez anos atrás. Na época, a carne bovina era a mais exportada, com 460 mil toneladas. Atualmente, o volume não passa de 160 mil toneladas.

A Rússia tem o maior território do mundo, com 17 milhões de quilômetros quadrados, e é o nono país mais populoso, com 142 milhões de habitantes. Cerca de 10% de toda a terra agricultável do planeta está em território russo. Além disso, dentro de suas fronteiras há milhares de rios e corpos d’água, fornecendo ao país um dos maiores recursos hídricos superficiais do mundo.

Do território total de 1,7 bilhão de hectares, 13,1% é agricultável, sendo que quase metade são compostas por pastagens. Já as florestas ocupam 49,4% do território russo.

No futebol

Esta é a primeira vez que a Rússia sedia a Copa do Mundo. Ao todo, os jogos acontecerão em 11 cidades, que já estão praticamente prontas para receber o evento.

O histórico do país na competição não é dos mais impressionantes. Os russos participaram de apenas três copas (1994, 2002 e 2014), sendo eliminados todas as vezes ainda na primeira fase. Nos nove jogos disputados nas três ocasiões, foram duas vitórias, seis empates e uma derrota.

Nesta copa, a Rússia disputará a primeira fase com as seleções do Egito, Arábia Saudita e Uruguai, com o objetivo de tentar fazer jus à tradição de que o país anfitrião normalmente consegue avançar para a segunda fase.

  • Daniel Popov
  • Fonte : Canal Rural

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