NOTÍCIAS – Típicas do Paraná, balas de banana Antonina recebem selo de Indicação Geográfica

Doce produzido com frutas locais há quatro décadas ganhou fama no litoral paranaense e busca projeção nacional após reconhecimento pelo INPI

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Rafaela Takasaki (de amarelo), da Antonina, e Barbara Krenk, da Bananina (Foto: Sebrae)

Quem visita a pequena cidade de Antonina, no litoral paranaense, não encontra só belas paisagens naturais. Há quatro décadas, a região ganhou fama também pelas balas de banana produzidas localmente e que, neste ano, tornaram-se oficialmente uma marca registrada do município após o reconhecimento da Indicação Geográfica do doce, na modalidade de Indicação de Procedência, pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em dezembro.

“A gente vê que a cidade tem potencial turístico muito grande, que esses produtores podem trabalhar cada vez mais e melhor. Foi visando justamente isso que a gente buscou a indicação” revela a empresária Rafaela Takasaki, sócia-diretora da Antonina, primeira fábrica de balas de banana da cidade, fundada no início da década de 80. O avô de Rafaela foi o responsável por trazer a receita de Santa Catarina, fazendo do doce um ícone regional.

“Virou um produto que valoriza outras pessoas e outros setores, não só a indústria que faz a bala”, explica Maria Isabel Guimarães, coordenadora estadual de agronegócios do Sebrae no Paraná e que ajudou no levantamento histórico que embasou o pedido de registro da indicação geográfica ainda em 2014.

O trabalho gerou mais de 400 páginas de documentação onde a história das duas fábricas que produzem o doce se confunde com a da cidade e seus cerca de 19 mil habitantes. “Imagina o quanto isso valoriza o local, valoriza as empresas e as pessoas. Já ficou impagável esse trabalho”, relata Maria Isabel ao destacar o potencial de movimentação econômica que a indicação geográfica pode gerar para o município.

“Além da fama que leva pessoas a irem para o local conhecer o produto, a indicação geográfica desenvolve o comércio local, o turismo e a cadeia como um todo”, explica a coordenadora estadual de agronegócios do Sebrae.

CLEYTON VILARINO

Fonte : Globo Rural

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