NOTÍCIAS – Ministra visita produção de acerola orgânica do projeto Tabuleiros Litorâneos, no Piauí

Nordeste

Parte da produção das cooperativas de pequenos agricultores é exportada para países como Estados Unidos e Alemanha

Alimentos colhidos  no projeto viram matéria-prima para a produção de polpas de frutas

Alimentos colhidos no projeto viram matéria-prima para a produção de polpas de frutas

Na primeira etapa da viagem de quatro dias ao Nordeste, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, visitou na tarde desta quinta-feira (14), em Parnaíba, no Piauí, o Perímetro Irrigado Tabuleiros Litorâneos do Piauí, que produz, em plena caatinga, frutas orgânicas, como a acerola.

Os alimentos colhidos no projeto viram matéria-prima para a produção de polpas de frutas, que são exportadas para países como Estados Unidos e Alemanha e vendidas no mercado interno para os estados de Pernambuco, Maranhão e Ceará.

O carro-chefe dos Tabuleiros Litorâneos é mesmo a acerola orgânica, que é exportada por uma multinacional. Além da acerola, o projeto se destaca na produção de melancia, caju, melão, mamão e outros alimentos. O Tabuleiros Litorâneos está iniciando também a implantação da pecuária de corte.

O projeto foi implantado em 1989 e está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Utiliza o Rio Parnaíba para irrigar uma área que atualmente abrange 800 hectares, sendo que ainda há outros 2.443 hectares equipados e prontos para o manuseio da terra. O potencial total de irrigação é de 8.428 hectares, que deverão ser usados na segunda etapa do projeto.

Em agosto de 2018, foi assinada a segunda etapa do Tabuleiros Litorâneos, com previsão de investimento federal de R$ 27 milhões. O objetivo é estimular ainda mais a fruticultura irrigada e ampliar o potencial de comercialização para mercados internos e externos, gerando novos empregos e mais renda na região. Ao todo, serão, aproximadamente, seis mil hectares irrigados, o equivalente a 430 lotes agrícolas destinados a pequenos produtores e cooperativas da região. A expectativa é de gerar cerca de dois mil novos postos de trabalho na segunda fase do projeto.

Prioridade do presidente

Em reunião com produtores da região, a ministra lembrou que o presidente Jair Bolsonaro já havia recomendado antes mesmo de tomar posse, no período de transição de governo, uma política de inclusão dos pequenos produtores e dos produtores do Nordeste. “Vamos fazer a diferença na região”, foi a fala de Bolsonaro, segundo Tereza Cristina.

A ministra observou ter ficado impressionada com a produção de orgânicos no projeto que visitou e acrescentou que obras que estejam com 10%, 30% faltando para serem concluídas são prioridade desta gestão. Os recursos investidos nos Tabuleiros Litorâneos já poderiam estar voltando na forma de impostos, comentou.

O secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke, lembrou que é também fruticultor e que imagina a dificuldade dos produtores locais para produzirem acerola orgânica na região. “Isso mostra o potencial da fruticultura e de todo o Nordeste”, afirmou.

Sobre a continuidade das obras do projeto Tabuleiros Litorâneos, em entrevista à imprensa, a ministra disse que tratará do assunto com a área técnica do Mapa e com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, para ver quais providências poderão ser adotadas, qual o cronograma previsto e se há recursos disponíveis.

A ministra elogiou a produção de orgânicos do projeto e disse que vai incrementar projetos específicos para várias áreas do Nordeste. “Estamos fazendo uma visita técnica para conhecer todas as cadeias produtivas da região e aqui a gente sabe da fortaleza que é a fruticultura. Foi muito bom esse reconhecimento para ver como a produção de frutas vai bem, abacaxi, acerola, banana, inclusive orgânicos, que os mercados têm uma procura enorme, principalmente o Europeu”.

Ao responder sobre o recolhimento de frango da BRF por suspeita da presença de salmonela, Tereza Cristina, enfatizou a importância do autocontrole pelas empresas do setor. “É um problema que acontece em todos os países do mundo. Mas o que a gente precisa é que a empresa se responsabilize pela qualidade do seu produto, que faça o recall. A gente vê que é normal as empresas automobilísticas fazerem recall para trocar uma peça. E é isso que as empresas precisam fazer. A empresa testou as amostras e fez o recolhimento”.

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Fonte  Mapa

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