NOTÍCIAS – ÁGUA – Chuva migra para áreas com baixa umidade a partir da metade do mês

Produtores do Paraná estão lidando com o tempo seco desde o fim de novembro

Baixa umidade

Quando a meteorologia divulgou  a expectativa de um El Niño no fim do ano, lá no do primeiro semestre, muito produtor do Sul do Brasil ficou aliviado. Afinal, o fenômeno diminui os riscos de estiagem na região Sul. Fato é que o El Niño diminui sim as janelas de tempo seco, mas não retira por completo essa chance.

“A safra do Sul do Brasil enfrenta riscos. O fato deste El Niño que está para ser configurado ter fraca intensidade já explica o cenário atual climático que estamos vivendo”, explica Paulo Etchichury, climatologista da Somar.

Existem áreas do oeste do Paraná que não registram chuva significativa desde o fim de novembro, e a soja já está sentindo a falta de umidade. O produtor Fábio Zaura, da cidade de Terra Roxa, no oeste do Paraná, tem 20 hectares de soja e relata que parte da sua produção já está perdida. “Se não chover nos próximos 10 dias, será perda total”, alerta ele.

Segundo a Somar Meteorologia, uma frente fria influencia o tempo no Sul do Brasil e volta a trazer temporais com ventania e queda de granizo para o Rio Grande do Sul a partir da quarta-feira, dia 12. Além disso, a chuva é volumosa na região da Campanha gaúcha na quinta-feira, dia 13.

No Paraná, a chuva retorna com maiores volumes a partir da segunda quinzena de dezembro. “As primeiras pancadas chegam mais fracas no dia 14”, diz Etchichury. Segundo ele, o padrão da distribuição da chuva vai mudar na segunda metade do mês. Os volumes vão diminuir bastante no Nordeste e Tocantins e vai voltar a chover forte no Sul e Sudeste.

No Centro-Oeste, as chuvas acontecem mais em forma de pancadas isoladas após uma tarde quente. Na região Norte, chuva constante e volumosa. Até o dia 14, o sertão terá tempo nublado, e as chuvas vão se concentrar no litoral, entre Maranhão e Piauí.

Uma massa de ar mais seco inibiu a formação de nuvens carregadas no Sul e boa parte de Mato Grosso do Sul nos últimos dias. Nessa área houve grande amplitude térmica. Fez frio e houve ocorrência de geadas no alto da serra (regiões apenas turísticas).

Depois de algumas temperaturas mais baixas do que o normal em pleno dezembro, o calor será extremo nesta semana no Sul, em Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo com valores na faixa dos 35 graus.

Nos últimos sete dias, a chuva ficou concentrada numa faixa que se estende da Amazônia até o Nordeste e também em parte do Centro-Oeste e Sudeste do país.

As chuvas foram volumosas, com acumulados acima dos 160 milímetros, no extremo sul da Bahia, sudeste do Pará, sul do Amazonas e nordeste de Rondônia.

Os índices de umidade do solo começaram a se elevar mais entre o sul da Bahia e norte de Minas Gerais, além de Goiás. Nessas áreas, o valor chega a quase 100%. A chuva é benéfica para enchimento de reservatórios.

No Sul, mesmo com o ar seco dos últimos dias ainda há bons índices de umidade do solo. Algumas áreas mais críticas se concentram na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul e entre Ceará e Paraíba, onde os índices ficam abaixo dos 10%.

Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural

|  Redação – Canal Rural

Fonte : Canal Rural

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