Nota de esclarecimento da Federarroz sobre leilões de arroz

Atraso na divulgação das regras de leilões em 2013 e má interpretação de alguns segmentos gerou preocupação na cadeia produtiva

Por conta da interpretação equivocada de segmentos da cadeia produtiva, nesta segunda-feira, sobre a divulgação das regras dos leilões de 200 mil toneladas de arroz em casca, pelo governo federal, ao longo de 2013, esclarecemos o seguinte:
1. Em função da burocracia envolvida, as normas foram publicadas com atraso de 60 dias, e dizem respeito às regras estabelecidas para definição do preço de liberação de estoques (PLE) ainda em agosto passado, pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (CIEP), formado pelos titulares da Agricultura, Fazenda, Casa Civil e Desenvolvimento Agrário.
2. Na prática, a publicação nada muda na política de oferta de estoques, apenas formaliza o padrão já adotado. Isso quer dizer que uma eventual nova oferta só ocorrerá se o preço médio ao produtor gaúcho (base Conab) superar R$ 33,28, o que para os padrões do indicador de preços de arroz em casca no Rio Grande do Sul ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (50 quilos – 58×10) equivale a R$ 34,50.
3. Das 200 mil toneladas que a Conab foi autorizada a ofertar por esta norma, devem ser descontadas, portanto, as operações de 100 mil toneladas (77 mil negociadas) nos dois leilões (três avisos) ocorridos em agosto e setembro, já por esta regra.
4. Apesar do interesse da Conab em negociar o estoque remanescente autorizado, ela está impedida até que os preços do arroz em casca ao produtor alcancem média de R$ 33,28/50kg no Rio Grande do Sul pela “base Conab”.
5. Os boatos gerados a respeito de um possível novo leilão de 200 mil toneladas nos próximos dias estão baseados exclusivamente em erro de interpretação, não correspondem à verdade e os produtores devem manter-se em estado de alerta a respeito de informações não condizentes com a realidade.
6. Houve evidente prejuízo ao mercado pela boataria gerada por esse erro de interpretação em alguns segmentos (que a Federarroz apressou-se em esclarecer junto ao MAPA, Conab e outras instâncias do governo federal e informar ao setor).
7. Ratificamos que não há qualquer previsão de leilão de estoques públicos nos próximos dias, a menos que seja registrada uma recuperação considerável de preços no Estado (de pelo menos 90 centavos por saca pelo indicador ESALQ), segundo fontes oficiais do governo federal.
8. Solicitamos que os produtores, lideranças e demais agentes de mercado divulguem esta informação.

Fonte: Federarroz

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