Noroeste diversifica a produção de frutas

 

Cidades registram boas safras de laranja graças ao programa Frutificar, do governo do estado; projeto incentiva colheita variada e concede créditos a juros baixos para pequenos produtores

Carlos Roberto Marinho, de São José de Ubá, diz que  laranja tem o melhor custo-benefício e alta procura

 

Carlos Roberto Marinho, de São José de Ubá, diz que laranja tem o melhor custo-benefício e alta procura
Foto: Divulgação

Rio de Janeiro – Graças à variedade de cultivos, a produção de laranja ganha pulso no noroeste fluminense e muda a economia de algumas cidades. A diversificação deve-se ao programa Frutificar, promovido pela Secretaria Estadual de Agricultura através do Rio Rural.

A colheita de laranja foi tão positiva que o município de São José de Ubá, conhecido como a "terra do tomate", se firma como novo polo de produção de laranja na região. A safra anual média é de 500 toneladas, só no município. O Frutificar oferece crédito, orientação técnica e apoio sistemático para toda a cadeia de produção de frutas irrigadas. O projeto já beneficiou mais de mil produtores rurais em 16 anos.

Ronaldo Soares, coordenador dos programas de fomento da Secretaria de Agricultura, conta que o plano está presente em todo o estado, especialmente em municípios do norte, noroeste e das baixadas litorâneas fluminenses, regiões com vocação para fruticultura.

O projeto já investiu R$ 40 milhões em crédito e assistência técnica para as lavouras e incentiva a produção de outras frutas. "O fomento para a produção de frutas, além do citrus – laranja, limão e tangerina -, é também voltado para a produção de banana, abacaxi, coco, goiaba e morango", explica Soares.

Pelo programa, a Secretaria de Agricultura promove a aproximação dos produtores com os canais de comercialização. Atualmente, a maioria das frutas produzidas é destinada ao consumo in natura. "Grande parcela dessa produção é comercializada diretamente pelos produtores para a merenda escolar, através de programas do governo federal", garante o coordenador.

O produtor Carlos Roberto Marinho, da microbacia Santa Maria, está na quarta colheita de laranja das variedades Folha Murcha, Natal e Valência, de sabor mais adocicado. Com o programa de créditos a juros baixos, Marinho investiu R$ 50 mil no plantio de 1,2 mil pés. "Pouca gente acreditava que daria certo esse plantio em Ubá. Me sinto satisfeito por ter acreditado", revela o agricultor.

Custo-benefício

O agricultor também trabalha com pecuária de corte e produção de leite, mas afirma que a laranja tem melhor custo-benefício, além de ter preço estável e grande procura. A aceitação na região noroeste foi tão grande que os comerciantes vão até a propriedade escolher as frutas, o que traz duas vantagens ao produtor: economia com transporte e de tempo.

Marinho afirma que o Frutificar foi importante para garantir o plantio, enquanto o Rio Rural contribuiu para o abastecimento de água na lavoura. O produtor aderiu ao programa de proteção de nascentes, que usa sistema para aproveitar água da chuva com melhor absorção do solo.

Já Antônio Cléber de Oliveira, produtor da microbacia Córrego do Colosso, comemora a doação de caixas agrícolas pelo Rio Rural. "Os custos de produção caíram, pois as caixas eram alugadas", lembra.

Mariana Yole

Fonte : DCI

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