No Rio Grande do Sul, o tempo mais frio tem favorecido o desenvolvimento das lavouras do cereal

A massa polar que provocou geadas na Região Sul a partir de domingo (18/7) não deve comprometer o desenvolvimento da maior parte das lavouras de trigo no Paraná e no Rio Grande do Sul, segundo produtores e técnicos agrícolas. Na avaliação deles, o impacto das geadas sobre a produtividade do trigo paranaense tende a ser pontual, já que uma área ainda pequena está em floração, fase em que o fenômeno pode ser prejudicial. Já no Rio Grande do Sul, onde a lavoura é instalada mais tarde, as geadas não afetam o desenvolvimento vegetativo da planta. E as temperaturas bem baixas são benéficas para a boa evolução da safra.

trigo-paraná (Foto: Jaelson Lucas/AEN)

Impacto da geada sobre o trigo do Paraná foi pontual (Foto: Jaelson Lucas/AEN)

No Paraná, a maior parte das lavouras, 90%, se encontra em desenvolvimento vegetativo, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. Outros 9% das lavouras, equivalente a cerca de 100 mil hectares, estão em fase suscetível ao gelo.

"Boa parte dessa área está no extremo norte do Estado, área menos atingida pelas geadas. Já no oeste, sudoeste e centro-Oeste, provavelmente, algumas áreas que estavam mais adiantadas foram prejudicadas", diz o coordenador da Divisão de Estatísticas do Deral, Carlos Hugo Godinho.

SAIBA MAIS

No Rio Grande do Sul, as plantações das principais áreas tritícolas do Estado foram cobertas por gelo – mas as plantas ainda estão em fase de gramíneas. Neste momento, as geadas ajudam a evitar doenças como fungos nas plantas e contribuem para o controle de pragas e insetos nas lavoura.

"Nesta fase, o frio é muito bom. Quanto mais frio, melhor é o perfilhamento da planta", aponta o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Hamilton Jardim. Ele acrescenta que, até o momento, não há relatos de prejuízos nas lavouras tritícolas gaúchas em decorrência das geadas.

ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte : Globo Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *