No PR, excesso de produção derruba o preço e prejudica comércio do feijão

 

Fonte: G1

Em Castro, Campos Gerais, dezenas de sacas estão paradas no barracão.
Produto acaba escurecendo e perde qualidade e preço.

Agricultores do Paraná enfrentam dificuldades para vender a safra de feijão. O preço caiu muito e o produto está encalhado.

Em Castro, na região dos Campos Gerais, dezenas de sacas estão paradas no barracão.

Muitos agricultores aumentaram a área de plantio em relação a 2013, o que aumentou a oferta do produto e fez com que os preços caíssem. Neste ano, foram colhidas 832 mil toneladas no estado, 26% a mais do que no ano passado.

O problema agora é que guardar o feijão por muito tempo faz com que o produto perca qualidade e preço também. O grão que foi colhido por último está branquinho, já o que está há mais tempo no barracão, acabou escurecendo e está mais avermelhado.

No ano passado, a saca do feijão carioca, no Paraná, era negociada por R$ 120. Já este ano, está entre R$ 80 e R$ 90. O produtor Roeloff Rabbers diz que o valor não cobre os custos de produção.

Em uma cerealista, as sacas colhidas em janeiro estão sendo negociadas a R$ 30, R$ 40, no máximo.

Londrina recebe o 11º Congresso Nacional de Pesquisa de Feijão, onde os principais temas estão em torno da tecnologia para melhorar a produtividade nas lavouras. Outro assunto bastante abordado é o excesso de feijão em estoque. Marcelo Lüders, analista de mercado, fala sobre a comercialização e o que fazer para evitar mais prejuízo. Confira a entrevista no vídeo com a reportagem completa.