Negócios ‘travados’ no mercado físico de café

Apesar de estar em pleno período de safra, o mercado físico de café segue com poucas negociações no país, segundo corretores ouvidos pelo Valor. Para cumprir todos os compromissos de exportação e no mercado doméstico, todos os dias são registrados negócios, mas eles estão em ritmo lento, afirma Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, de Santos (SP). Segundo ele, os exportadores e os torrefadores estão lançando mão de seus estoques.

"Há certa apreensão dos compradores com a falta de produto da safra nova (2014/15) no mercado", diz Carvalhaes. Diante dessa "escassez", o preço do café da safra que está sendo colhida é cerca de R$ 10 maior por saca que o café colhido no ano passado (safra 2013/14), segundo ele. Trata-se de uma situação atípica para junho, quando normalmente os preços dos cafés remanescentes são maiores em relação aos colhidos no mês, que têm qualidade inferior por serem de início de temporada.

Os produtores estão inseguros em comercializar os grãos diante das incertezas sobre o tamanho da safra deste ano e de 2015, além de acreditarem que os preços podem subir, observa Carvalhaes.

Marcello Bueno, da Corsica Corretora, em Manhuaçu, na Zona da Mata de Minas, diz que os negócios em junho caíram 66% sobre o mesmo mês de 2013. Na sexta-feira, o café de boa qualidade era negociado na região por R$ 380 a saca.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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