Multinacional investe em silos e terminal hidroviário

Projetos para armazenagem e escoamento da produção agrícola, idealizados antes do agravamento da crise no país, foram mantidos

Sete anos depois de iniciar as atividades no Rio Grande do Sul, a Nidera Sementes se prepara para um novo passo no Estado. Apesar do cenário de retração, a multinacional com sede na Holanda – que também atua no Paraná e em Mato Grosso – pretende expandir as operações em solo gaúcho.
Os planos, gestados há cinco anos, incluem a instalação de duas unidades de recebimento de grãos e insumos (em Palmeira das Missões, no Norte, e em Arroio Grande, no Sul) e a implantação de um terminal hidroviário no Rio dos Sinos, em Canoas, na Região Metropolitana.
Mesmo com o agravamento da turbulência econômica, a empresa decidiu manter o cronograma e acelerar os investimentos.
– A crise está aí, mas as pessoas não deixam de comer. O agronegócio não está sofrendo o mesmo impacto de outros setores, e a Nidera entendeu que estava na hora de investir para poder continuar crescendo – diz o gerente regional da companhia, Leonardo Gregol Sayão.
O aporte de R$ 80 milhões no terminal tem a finalidade de acelerar e baratear o escoamento da produção. Conforme Sayão, a economia gerada ao Estado pela maior eficiência logística será de R$ 2 bilhões, o que abre chance de o agricultor receber mais pela soja produzida.
As licenças para o início da obra, segundo ele, devem ser liberadas em, no máximo, 90 dias. Depois disso, serão necessários 18 meses de trabalho até a conclusão. A expectativa é de que o local comece a operar na safra de 2016/2017.
Em Canoas, a vinda do investimento foi motivo de comemoração. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Mário Cardoso, diz que uma das contrapartidas da empresa para concretizar o projeto foi a doação de um terreno de seis hectares, à margem do Rio dos Sinos, para a prefeitura.
– Queremos encontrar interessados em investir na área e também em revitalizar a praia de Paquetá, que tem potencial para ser um complexo turístico da cidade – afirma Cardoso.
No caso dos silos, a previsão é de que estejam prontos até o fim do ano, a um custo total de R$ 30 milhões. Cada uma terá capacidade para receber 42 mil toneladas de grãos. Para 2016, existe a possibilidade de que uma terceira unidade seja instalada na Metade Sul.
A perspectiva, para o secretário de Agricultura de Palmeira das Missões, Lúcio Borges, “não poderia ser melhor”.
– Cultivamos área de 100 mil hectares de soja e precisamos de empreendimentos desse tipo para garantir o desenvolvimento da região – destaca Borges.

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