Multinacionais do agronegócio demitem nos Estados Unidos

ADM e Cargill reduzem suas equipes para manter competitividade

por Luciana Franco

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A companhia norte-americana de agronegócios ADMdemitiu na última semana 335 funcionários em Decatur, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, onde fica a sede da empresa. Do total, 160 empregados aderiram ao pacote de demissão voluntária oferecido pela companhia, enquanto outros 175 foram dispensados.
Os cortes são parte de um plano mais amplo da trading e processadora de grãos, anunciado em janeiro, para demitir mil funcionários, o equivalente a 3% de sua força de trabalho. O total de cortes vai superar 1,2 mil pessoas, o que inclui outras vagas que foram fechadas com a desativação da fábrica de etanol da ADM na Dakota do Norte e o encerramento da joint venture de bioplásticos em Iowa.
O lucro da companhia está em queda, por causa das fracas margens de processamento de oleaginosas e da volatilidade nos mercados de grãos. No primeiro trimestre do ano fiscal de 2011, as margens de lucro da ADM caíram 28%. A expectativa da empresa era de que o mercado reagisse, mas as altas e baixas das commodities não possibilitaram a alta. A CEO da companhia, Patrícia Woertz, afirmou que a medida é necessária para manter a competitividade da empresa no mercado. “Essas opções vão nos ajudar a ampliar a produtividade e nossa capacidade de gerar ganhos”, disse.
O anúncio da ADM ocorre um mês depois que a Cargill – também americana – anunciou corte de duas mil pessoas, o equivalente a 1,5% de sua equipe.
De acordo com o Cepea, os estoques de soja continuam em volumes baixos e a demanda pela oleaginosa continua firme na maioria dos países consumidores, superando a oferta.
Como a produção dos Estados Unidos e da China diminuiu na temporada 2011/2012, a expectativa fica agora para as safras no Brasil, na Argentina e no Paraguai. Do lado da procura, se as condições econômicas mundiais melhorarem, especialmente na União Europeia, a demanda pode ser maior que a estimada até o momento. Por enquanto, os preços não sinalizam grandes diferenças nos próximos meses, tanto no Brasil quanto em termos mundiais.

Fonte:  Globo Rural

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