Mulheres assumem o comando de propriedades

Mãe e filhas administram quatro propriedades rurais em diferentes estados e alavancam negócios da família

por Globo Rural On-Line

Sato Comunicação

Giselda Loeff e suas filhas Juliana e Tiana no comando do negócio rural da família: organização e harmonia

Uma tradicional família de agropecuaristas sul-matogrossenses resolveu mudar completamente o modelo de gestão das propriedades rurais que possuía, em vários estados, e alavancou os negócios. Há 20 anos administradas pelo pai, agora, é a mãe e suas filhas que dirigem os negócios da família. A intervenção femininapromveu mais organização e estratégia.
Giselda Vanita Loeff percebeu a necessidade de uma mão feminina na gestão das terras que até então eram coordenadas por seu esposo, Luís Evandro Loeff, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), e junto com suas duas filhas, Juliana e Tiana, tomaram frente dos negócios.
Elas afirmam que o meio rural também é para mulheres.“Fiz vários cursos na área administrativa e financeira, vejo que no meio rural não se tem horário para encerrar o trabalho, e que feriados e fins de semana não existem, mas tenho muita disposição e fiz questão de entrar no setor,” disse Giselda.
A família iniciou as atividades no setor agrícola há 20 anos, tem propriedades em Chapadão do Sul (MS), Chapadão do Céu (GO), Chapadinha (MA) e Uruçuí (PI), totalizando dois mil hectares de milho, 300 hectares de feijão, três mil hectares de soja, 2,5 mil hectares de algodão, mil, 500 hectares de eucalipto e 300 hectares destinados ao cultivo deseringueira, com expectativa de aumentar para 700 até o final de 2012.
Percebendo a proporção dos negócios, as filhas resolveram cursar faculdade de administração, e já tomam conta dos números e organização de tudo o que é produzido e vendido. “As propriedades precisam de uma boa administração, não temos receio do meio rural, e toda essa área posteriormente será herdada, então nada mais inteligente que assumirmos o compromisso com o que futuramente será passado para nossos filhos,” explicam as filhas.
As mulheres comentam que a soja produzida pela família é comercializada nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Piauí, enquanto que o feijão vai para São Paulo e Bahia e o algodão além de abastecer o mercado interno também é destinado à exportação.
“É muito gratificante ver minha família defendendo a empresa, trabalhando e envolvidas com os negócios. Quando preciso viajar vou tranquilo, pois sei que minhas coisas estão em boas mãos. Tenho minha esposa que me ajuda muito e segura as pontas na empresa quando não estou. Tenho três filhos, duas mulheres e o Felipe Loeff (31 anos) que me ajuda e me ensina muito com as informações sobre preço, produção, informação e tendências de mercado”, detalha o vice-presidente da Aprosoja/MS.
Ao ser questionado sobre a influência das mulheres nos negócios da família, Luís se diz satisfeito e realizado com as atitudes delas. “As mulheres são mais detalhistas, centradas, cuidadosas e carismáticas, elas cuidam de coisas que passam batidas, dos detalhes. Conseguem ter equilíbrio emocional e trazem harmonia, grandeza e estilo para o local de trabalho. A mulher consegue administrar problemas com mais calma e elas analisam o problema buscando uma boa solução”.

Fonte:  Globo Rural

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