Mudança de foco | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

A notícia de que o fenômeno La Niña está no fim infelizmente chega tarde demais para a maioria dos produtores da região Noroeste, onde se concentra a produção gaúcha de grãos. Mesmo que volte a chover com mais frequência em março, como prevê a meteorologia, por causa do aquecimento das águas do Atlântico Sul, a chuva já será inútil para as lavouras de soja estressadas pela seca ao longo de todo o seu desenvolvimento. O único saldo positivo de toda essa calamidade é a conscientização de produtores e de governos de que não há outra alternativa para enfrentar as estiagens cíclicas sem investimentos em irrigação. O tema virou pauta obrigatória na imprensa e nos debates de políticos e de representantes do agronegócio. Não será surpresa se, na próxima Expodireto Cotrijal, os equipamentos de irrigação vierem a disputar em pé de igualdade com tratores e colheitadeiras hi-tech a atenção dos produtores. Porque não adianta ter supermáquinas para o plantio e a colheita se não houver o que colher.

Fonte:  ZH | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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