Movimento contribui para a geração de empregos

Com a decisão que uma parcela dos produtores e usinas tem tomado de colocar as plantadoras de escanteio, começam a aparecer casos de aumento de contratações de mão-de-obra para o plantio de cana.

No Grupo Colombo, desde que a direção da empresa decidiu mudar a técnica de plantio, foram contratados 1,4 mil trabalhadores, que estão substituindo cerca de 30 máquinas.

Apesar do aumento dos gastos com a folha de pagamento, a redução de gastos com mudas e com o transporte dessas mudas para as linhas de plantio, principalmente com diesel, cortou o custo de plantio em cerca de 20%, segundo Lucas Lopes, gerente agrícola da companhia.

É difícil dimensionar a quantidade de trabalhadores que estão substituindo as plantadoras. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), após passar sete anos demitindo mais do que admitindo, o segmento sucroalcooleiro contratou para os canaviais 2.308 a mais do que demitiu em São Paulo na soma de 2017 e 2018 – um período de preços pouco remuneradores do açúcar.

O movimento interrompeu uma tendência que era observada desde o início da década. De 2010, quando foram intensificados plantio e colheita mecanizados, até 2016, foram demitidos 27.964 trabalhadores no segmento. Conforme Haroldo Torres, economista do Pecege/Esalq, a mudança do plantio "é a única justificava para o segmento ter um saldo positivo nas contratações nos últimos dois anos".

Mas a substituição não é direta. O Grupo São Martinho, por exemplo, desenvolveu máquinas próprias, licenciadas, que colhem as plantas que crescem nas linhas-mãe e recolhem os toletes (ver Plantio mecanizado de cana recua). Agora, a empresa está prestes a mecanizar a distribuição destes nas linhas paralelas. Atualmente, são necessários dois trabalhadores para esse trabalho em um hectare; antigamente, eram dez.

Por Camila Souza Ramos | De São Paulo

Fonte : Valor

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