Movimento anima setor de máquinas e implementos na Expodireto

Entidades setoriais estimam um crescimento de 10% no volume de negócios

Entidades setoriais estimam um crescimento de 10% no volume de negócios

  • Entidades setoriais estimam um crescimento de 10% no volume de negócios | Foto: Guilherme Almeida

    O movimento intenso no parque da Expodireto está deixando os expositores do setor de máquinas e implementos agrícolas animados. Apesar de não ter números oficiais sobre a intenção de compra até o momento, as entidades setoriais estimam um crescimento de 10% no volume de negócios na feira em 2019. Um dos fatores que pode contribuir para o incremento é a indefinição sobre os moldes do próximo Plano Safra.

    O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, Pedro Estevão Bastos, observa que muitos produtores estão antecipando as compras. “Se o produtor precisa comprar, não tem porque esperar o segundo semestre. Não existe nenhum motivo para arriscar a pegar uma taxa de juros mais alta”, afirma.

    Para Bastos, o Moderfrota deve ter recursos até 15 de abril. “A chance de não ter dinheiro existe, é real. O produtor está adiantando a compra. Projetamos um incremento de 10% nas vendas da Expodireto em relação ao ano passado”, afirma.

    O diretor-presidente da Jacto, Fernando Gonçalves, também vislumbra um cenário positivo. “Teremos vendas melhores do que em 2018, mas não tem como precisar ainda um percentual”, diz. Segundo Gonçalves, as incertezas sobre a continuidade do financiamento federal contribuem para o crescimento nas vendas. “O produtor tem expectativa de que o financiamento continue, mas não recebeu nenhuma sinalização do governo federal. Um pouco mais para a frente ele pode ser surpreendido pela falta de recursos. Além da possibilidade de acabar o dinheiro, o produtor está buscando tecnologia. Quer modernizar para ampliar a produtividade. Os dois fatores estão influenciando a geração de negócios”, salienta.

    Já presidente do Simers, Cláudio Bier, está otimista com as intenções de negócios na Expodireto, mas destaca que não há motivos para preocupação com o Novo Plano Safra. Bier observa que a ministra Tereza Cristina está aberta ao diálogo para atender as demandas do setor. "Conversamos com a ministra e, em breve, ela deve nos receber para uma reunião em Brasília para debater o Plano Safra", projeta.

    O presidente também revelou que recebeu informações de uma fonte ligada ao governo federal de que não haverá corte de crédito para o setor. "Foi uma boa notícia de bastidor, que veio de uma fonte que pediu para não ser identificada. Não vai faltar dinheiro para financiamentos. O Plano Safra também não deve ter os juros tão elevados como estão alarmando. Ficamos mais otimistas e esperançosos", prevê Bier, que acredita que a geração de negócios no setor de máquinas agrícolas deve somar R$ 2,4 bilhões.

    O produtor José Eloir de Melo e o filho Rodrigo Melo, de Água Santa, também as condições especiais da feira para fazer negócio. Optaram pelo pagamento à vista e compraram um trator Valtra A104S cabinado. “Fazia tempo que estávamos pesquisando. Queríamos um trato zero quilômetro. Viemos para a Expodireto e encontramos vantagens para fechar negócio”, afirma Eloir.

    O produtor de grãos Miguel Turella, 20 anos, de Charrua, adquiriu um trator MF6713R na Expodireto. "Estava analisando o mercado e aproveitei as melhores condições da feira para fazer a compra. Com o investimento em tecnologia, espero manter a qualidade da safra", afirma Turella.

    Por Halder Ramos

    Fonte : Correio do Povo