Motivado por bons preços produtor vai ampliar plantações de grãos no Estado

Aos poucos, a safra de grãos de 2013 começa a tomar forma, com a semeadura das primeiras áreas de milho, principalmente no Norte do Rio Grande do Sul. Segundo as informações que começam a chegar à Emater/RS-Ascar, o clima reinante entre os produtores para a próxima safra pode ser classificado como de euforia face aos preços registrados atualmente no mercado. Há uma expectativa muito forte para que a área destinada à soja registre crescimento em relação ao ano passado, principalmente onde a cultura não é expressiva, como nas regiões Sul, Campanha e Fronteira-Oeste. A probabilidade de um clima estável, sem previsão de estiagens, segundo prognósticos da meteorologia, reforça essa tendência.
A perspectiva de incremento de lavouras também é compartilhada pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado, Carlos Sperotto. No entanto, ele demonstra preocupação com relação ao impacto nos preços futuros que serão pagos aos produtores, já que a maior oferta acaba por achatar as cotações que, muitas vezes, não cobrem os custos de produção. Sperotto cita as dificuldades enfrentadas pelos criadores de aves e suínos – que recebem menos do que gastam na criação dos animais – como um descompasso entre a demanda mundial e a contínua alta de colheita e abate. “Vai ter que haver uma reconversão do modelo produtivo, equacionando a produção à demanda consumidora e aos preços”, defende o presidente.
Com relação a atual safra de trigo, o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira, aponta que as baixas temperaturas e a boa umidade do solo têm contribuído para o bom desenvolvimento inicial da cultura, que está, na maioria dos casos (99%), em crescimento vegetativo. Esse período maior de temperaturas baixas dá condições para o acúmulo de reservas pela planta, que poderá proporcionar maior número e tamanho de grãos na espigueta que começa a se formar. As lavouras mais do cedo entram a partir de agora nas fases de floração, perfazendo 1% do total plantado.
Além disso, o baixo volume de chuvas, associado às baixas temperaturas e às geadas que ocorreram na semana passada, as pastagens cultivadas apresentam um desenvolvimento vegetativo lento, principalmente o azevém, que teve uma germinação muito tardia e está praticamente paralisado, assim como o campo nativo. Em função de pouca oferta e da baixa qualidade nutricional de pastagens cultivadas, os produtores estão suplementando a alimentação com silagem e ração em maior quantidade.

Fonte : Jornal do Comércio

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