Mosaic aprova novas regras para mineração no Brasil

As operações de mineração ficarão mais seguras com as mudanças regulatórias determinadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM). É o que afirmou ontem Joc O’Rourke, CEO da americana Mosaic, durante teleconferência com analistas.

"Acreditamos que a mudança é necessária e só tornará a mineração no Brasil mais segura e sustentável para o futuro", disse O’Rourke. Os resultados da Mosaic foram divulgados na segunda-feira, após o encerramento das operações em na bolsa de Nova York.

A americana, uma das maiores empresas de fertilizantes do mundo, lucrou US$ 470 milhões em 2018. No ano anterior, a companhia havia registrado prejuízo de UIS$ 107,2 milhões. Os resultados foram impulsionados pela aquisição de ativos da Vale no Brasil.

Na semana passada, a Mosaic paralisou o beneficiamento da barragem de rejeitos em Araxá (MG), enquanto avalia, com reguladores brasileiros, a segurança de barragens e outras estruturas. A decisão foi tomada após o colapso da barragem da Vale em Brumadinho (MG) ter matado pelo menos 171 pessoas no país no mês passado.

"Somos muito próximos à Vale. Muitos dos nossos funcionários já foram funcionários da Vale e a empresa é uma das nossas maiores acionistas", disse o presidente da Mosaic a analistas.

Segundo comunicado da Mosaic, na semana passada uma auditoria na barragem de rejeitos B1/B4 do Complexo Mineroquímico de Araxá, realizada por empresa externa, apontou condição de estabilidade relativa à barragem.

A Mosaic declarou situação de emergência, classificada como nível 1 e, consequentemente, acionou o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM).

"A Mosaic Fertilizantes reforça que a barragem, neste momento, não está recebendo rejeitos da produção de concentrado fosfático e que as outras frentes da operação, como a produção de fertilizantes, seguem normalmente", apontou a Mosaic, em comunicado.

Todas as demais barragens da Mosaic Fertilizantes possuem certificado de estabilidade válido.

O Ministério Público Federal em Registro (SP) recomendou à Mosaic que conclua, em até 30 dias, os planos de emergência referentes a quatro barragens da empresa em Cajati (SP), com a instalação de sirenes para alertar a população caso seja necessário evacuar as áreas próximas. Segundo o MPF, medidas básicas de segurança nunca foram implementadas.

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Fonte : Valor

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