Morte súbita de pastagens preocupa especialistas, que recomendam rotação de culturas para minimizar o problema

Praga atinge propriedades dos Estados do Acre e de Mato Grosso

Eduardo Silva | Alta Floresta (MT)

 Rodival Spitzer

Foto: Rodival Spitzer / Canal Rural

Especialistas ainda não sabem como tratar a praga que vem eliminando a braquiária nos campos

A morte súbita já exterminou mais de 80% das pastagens no Acre e chegou com força em Mato Grosso. Os especialistas ainda não sabem como tratar a praga que vem eliminando a braquiária nos campos, mas alertam que a reforma de pastagens e a rotação de culturas podem minimizar o problema.
As raízes das pastagens não resistem e apodrecem devido à água acumulada no subsolo a uma profundidade média de 30 centímetros, explicam especialistas.
No norte do Estado, dentro do bioma Amazônia, a morte súbita tem acelerado o processo de degradação das pastagens. A região, que tem tradição no gado a pasto, vem apostando na reforma de pastagens com o apoio de ONGs e da Embrapa.
A região de Alta Floresta concentra o quarto maior rebanho do Estado, com 800 mil cabeças. Com a maior parte das pastagens degradadas, a alternativa de recuperação é substituir a braquiária por capim mombaça.
Sem a extensão rural para atender os pecuaristas, um projeto do Instituto do Centro Vida junto com a Embrapa forma grupos de produtores para implantar a cultura e prestar assistência técnica.
O Coordenador da Pecuária Integrada Baixo Carbono, Vando Telles de Oliveira, destaca que com cuidados a mombaça pode durar cerca de 40 anos. O custo da mombaça gira em torno de R$ 2,2 mil por hectare, e o lucro líquido pode chegar a R$ 650 por hectare ao ano.
Outra alternativa para recuperar os campos é a rotação de culturas. O arroz é uma das alternativas, já que a região tem histórico no cultivo do cereal. Além de milho e soja, que também podem ser rentáveis ao produtor.

CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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