Montana Agriculture, do Paraná, investe e projeta forte crescimento no ano

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Giancarlo Fasolin, da Montana, afirma que a demanda externa por máquinas deve crescer com a valorização do dólar

Embalada pela diversificação do portfólio em tempos de demanda aquecida nos mercados em que atua, a Montana Agriculture, fabricante de máquinas e implementos agrícolas com sede em São José dos Pinhais, no Paraná, espera acelerar seu ritmo de crescimento e encerrar 2012 com faturamento 25% superior ao apurado no ano passado.

A meta da companhia é que suas vendas alcancem R$ 250 milhões, ante os R$ 200 milhões de 2011, quando o incremento em relação ao ano anterior foi de 17,6%. De capital fechado, a Montana também pretende emitir debêntures, o que poderá ter reflexos sobre seu ritmo de avanço, mas prefere não detalhar os planos nesta frente.

Mesmo que uma eventual emissão de papéis não saia no curto prazo, o aumento do faturamento poderá até ser maior, a depender da demanda. Isso porque a produção física da empresa, que em média tem sido da ordem de 2,5 mil unidades por ano, deverá crescer para entre 3 mil e 3,5 mil em 2012 – ou seja, entre 20% e 40%.

Para manter e ampliar o portfólio com produtos de ponta, Giancarlo Fasolin, gerente de marketing e relações internacionais da Montana Agriculture, diz que a empresa vem investindo, em média, 3% do faturamento no lançamento de produtos e na melhoria tecnológica de linhas existentes.

No ano passado, investiu cerca de R$ 5 milhões no desenvolvimento de dois tipos de colhedora de algodão, uma para o plantio tradicional e outra para o adensado. Uma colhedora de café deve ser lançada no próximo ano.

Entre os produtos tradicionais da Montana, Fasolin destaca os pulverizadores autopropelidos (com motor), que já detêm uma fatia de 25% do mercado brasileiro, de acordo com a companhia.

Fundada em 1996 e com duas fábricas no país – uma em São José dos Pinhais e outra em Fraiburgo (SC) -, a empresa comercializa suas máquinas e implementos em 250 pontos de venda, principalmente nos Estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Ainda que confie na continuidade do crescimento da demanda doméstica, a Montana tem ampliado a aposta em operações no exterior. No início do ano passado, por exemplo, inaugurou uma unidade de produção na Província de Santa Fé, na Argentina.

"São coisas que a gente até poderia fazer por aqui no Brasil, mas o custo está complicado. Hoje o Brasil tem o trator mais caro do mundo", afirma Fasolin.

E no início de 2012, a companhia também abriu um escritório comercial na África do Sul, uma vez que o mercado no continente africano, movido por investimentos e subsídios de governos locais, é crescente.

As exportações representam 12% do faturamento da companhia, que gostaria que essa fatia fosse mais próxima de 30%. Além da América Latina e da África do Sul, a Montana exporta também para países como Turcomenistão e Rússia. Com a recente valorização do dólar, Fasolin acredita que a demanda pelos produtos da empresa poderá aumentar.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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