Monsanto fechou 3º tri com lucro global 6% menor

Tim Boyle/Blomberg / Tim Boyle/Blomberg
Hugh Grant, principal executivo da Monsanto: resultados trimestrais "sólidos"

A americana Monsanto, maior empresa de sementes do mundo, encerrou o terceiro trimestre de seu atual exercício (2014), em 31 de maio, com lucro líquido global de US$ 858 milhões, 5,6% menor que o de igual período do ano fiscal anterior (US$ 909 milhões). Na mesma comparação, o lucro antes de juros e impostos (Ebit) e as vendas líquidas da empresa ficaram praticamente estáveis – US$ 1,211 bilhão e US$ 4,250 bilhões, respectivamente.

A queda do lucro líquido foi influenciada por um aumento de US$ 58 milhões das despesas operacionais da companhia, que subiram de US$ 1,024 bilhão de março a maio de 2013 para US$ 1,082 bilhão. Em parte, informou a Monsanto, esse incremento refletiu investimentos nas áreas de agricultura de precisão e de controle biológico. Em comunicado, Hugh Grant, chairman e CEO da multinacional, considerou os resultados apresentados como "sólidos".

Nesse contexto, a empresa anunciou que fará uma nova rodada de recompra de ações – de US$ 10 bilhões, ao longo de dois anos -, para alavancar o retorno aos acionistas, e divulgou que pretende pelo menos dobrar seu lucro por ação até 2019.

De março a maio, o lucro por ação foi de US$ 1,62, ante US$ 1,68 no terceiro trimestre do exercício 2013. Nos primeiros nove meses do atual ano fiscal, o lucro líquido alcançou US$ 2,896 bilhões e o lucro por ação foi de US$ 5,51 – incrementos de 6% e 7,9% em relação aos resultados acumulados nos três primeiros trimestres do exercício anterior. Nessa comparação, o Ebit subiu 8,9%, para US$ 4,128 bilhões, e as vendas líquidas globais aumentaram 4,5%, para US$ 13,225 bilhões.

Na divisão de sementes e genômica, o carro-chefe da multinacional que inclui os transgênicos, as vendas líquidas somaram US$ 9,364 bilhões nos primeiros nove meses deste ano fiscal, 2,3% mais que em igual intervalo do exercício passado. Houve queda nas vendas relacionadas ao milho (3,5%, para US$ 5,771 bilhões), mas que foi compensada por um expressivo avanço na soja (21,5%, para US$ 1,903 bilhão). Esse movimento pode ser explicado pelo avanço do plantio da oleaginosa na América do Sul e nos EUA, boa parte em áreas antes dedicadas ao milho.

Na divisão de produtividade agrícola, que envolve os negócios de defensivos, as vendas somaram US$ 3,861 bilhões nos primeiros nove meses do exercício 2014, 10,2% mais que no mesmo período do anterior.

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Fonte: Valor | Por Bettina Barros | De São Paulo

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