Momento é ideal para a revisão da taxa obrigatória ao suco brasileiro nos EUA, diz liderança no setor

Marco Antônio dos Santos, presidente da Câmara Setorial da Citricultura, considera importante rever o valor da taxa, que é de US$ 416 por tonelada exportada de suco de laranja

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Governo norte-americano reconheceu que o Brasil não exporta suco de laranja com preço abaixo do praticado no mercado interno

A decisão da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos de retirar a cobrança indevida de uma taxa sobre o suco de laranja brasileiro foi comemorada nesta quinta por lideranças do setor.
A exemplo da Organização Mundial do Comércio, o governo norte-americano reconheceu na última quarta, dia 14, que o Brasil não pratica dumping, ou seja, não exporta o produto com preço abaixo do praticado no mercado interno.
Agora, a cadeia produtiva espera o ressarcimento por essa cobrança de sobretaxa – de US$ 50 por tonelada de suco – que era aplicada desde 2006. O valor total a ser pago é de, aproximadamente, US$ 40 milhões.
– Eu acho que foi interessante para o Brasil, principalmente para a indústria, porque eles vão ter que devolver esse dinheiro, que foi cobrado indevido e a beneficiada vai ser a indústria. Esses valores não vão chegar pro produtor – afirma o diretor da Federação da Agricultura de São Paulo, Nicolau Freitas.
O presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Marco Antônio dos Santos, acredita que o momento é propício para que também seja negociada com os Estados Unidos a revisão da taxa obrigatória para a entrada do suco de laranja brasileiro no país, que é de US$ 416 por tonelada de suco.
– Acho importante haver uma redução dessa taxa, que está prevalecendo por muitos e muitos anos – afirma Santos.
Na opinião do presidente da Câmara Setorial da Citricultura, os recursos arrecadados pelos Estados Unidos devem ser devolvidos ao Brasil e aplicados principalmente em pesquisa.
– Precisamos investir em novas variedades e no controle de doenças, pois a pesquisa na citricultura não recebe tanta atenção como outros ramos da agropecuária brasileira.
O dirigente afirmou que a retirada da sobretaxa não deve aumentar a entrega de suco brasileiro no mercado norte-americano. Ele lembra que o consumo recuou 16% nos Estados Unidos e que também existe a questão dos resíduos do fungicida carbendazim, encontrados em algumas cargas brasileiras que chegaram aos Estados Unidos. Isso resultou na suspensão das vendas de suco concentrado para aquele mercado, que agora só recebe o suco fresco.
Os Estados Unidos são o segundo maior comprador do nosso suco de laranja, atrás apenas da União Europeia.

Fonte:  Ruralbr | Daniela Castro | Brasília (DF) CANAL RURAL, COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA ESTADO

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