Ministério Público denuncia Canhedo

A Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) apresentou denúncia contra o empresário Wagner Canhedo Filho e outras sete pessoas pela suposta prática dos crimes de fraude à execução fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A ação foi apresentada na 10ª Vara Federal de Brasília, que terá que analisar se abre ou não ação penal contra os acusados.

Canhedo Filho é gestor de um grupo de empresas de hotelaria e transporte. No ano passado, uma representação da Procuradoria da Fazenda Nacional identificou indícios de ocultação de bens e recursos financeiros do grupo. A intenção, segundo a PRDF, seria impedir a execução de dívidas tributárias de mais de R$ 800 milhões.

As investigações mencionam que pelo menos sete empresas de fachada foram criadas e usadas "de forma sistemática" para esvaziar o patrimônio e a receita do Hotel Nacional, da Viação Planalto Limitada (Viplan) e da Lotaxi Transportes Urbanos, contra os quais havia ordens de execução fiscal. A denúncia inclui pessoas ligadas a quatro das empresas apontadas como fictícias.

Além de Wagner Canhedo Filho, foram denunciados Wagner Canhedo Azevedo Neto, Jamel Humber Borghi Junior, Rafael Patini Rienti, Wilson Geraldo, Gilbson Luna Gadelha e Diocílio de Oliveira Simões. Canhedo Filho foi preso preventivamente no dia 9 de outubro.

Segundo a Procuradoria da República no Distrito Federal, as investigações continuam e novas denúncias envolvendo a atuação do grupo devem ser levadas à Justiça.

Por Maíra Magro | De Brasília

Fonte : Valor

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