Ministério Público deflagra nova Operação Leite Compensado no Paraná e Rio Grande do Sul

Sexta fase da operação prendeu três pessoas

Cristiane Viegas

Foto: Cristiane Viegas / Canal Rural

60 laudos de análises apontaram adulteração com adição de água ou deterioração do produto

O Ministério Público deflagrou nesta quarta, dia 11, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Receita Estadual e da Brigada Militar, a sexta fase da Operação Leite Compensado. Três pessoas foram presas e até o fechamento desta reportagem e dois mandados de prisão ainda não havia sido cumpridos. A operação também teve 16 mandados de busca e apreensão.  As investigações duraram seis meses e apontam que a Confepar Agro-Indústria – Cooperativa Central, do Paraná, comprava o produto já fraudado no Estado gaúcho.
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A Justiça de Santo Augusto autorizou a apreensão de 24 caminhões utilizados para transportar leite adulterado. Os mandados da operação forma cumpridos no município paranaense de Londrina e nos municípios gaúchos de Ijuí, Taquaruçu do Sul, Ibirubá, Campina das Missões, Alegria, Boa Vista do Buricá, Crissiumal, São Valério do Sul, São Martinho, Cruz Alta e Coronel Barros.

Já foram presos o responsável pela captação no posto de resfriamento da Confepar, em São Martinho, Fernando Júnior Lebens, o Presidente da Cooagrisul Alcenor Azevedo dos Santos e o transportador de leite Diego André Reichert. Outras duas pessoas estão sendo procuradas: uma no Rio Grande do Sul e outra no Paraná.

Entre diversos transportadores que entregavam o produto adulterado, foi identificada a participação da Cooagrisul, de Taquaruçu do Sul. De acordo com as investigações, a Cooperativa produz 20 mil litros de leite por dia, mas só tem capacidade para armazenar 12 mil. O Presidente da cooperativa é apontado como comprador de ureia no mesmo período em que entregou leite adulterado no Posto da Confepar.

Outro alvo foi Diego André Reichert, transportador de leite cuja sede da empresa fica em Campina das Missões, que entregou leite com transbordo foi feito de forma irregular, sem condições mínimas de higiene, na maioria das vezes em estradas vicinais.

Conforme a Promotoria de Justiça Especializada do Consumidor, 60 laudos de análises realizadas pelo laboratório credenciado junto ao Mapa apontaram adulteração com adição de água ou deterioração do produto. As amostras foram coletadas nos dias 12 de março e 3 de abril deste ano e representam 192 mil litros de leite.

Fonte: Ruralbr

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