Milho: não vai faltar, mas oferta seguirá apertada e, preços, valorizados

Ministério da Agricultura tenta articular medidas solicitadas por indústrias, que já reduzem produção para equilibrar custos

04/03/2021 – 16h22minAtualizada em 04/03/2021 – 16h22min

GISELE LOEBLEIN

Emater-RS / Divulgação
Com duas safras seguidas com perda, RS precisará buscar quantia ainda maior de milho "de fora" para dar conta da demandaEmater-RS / Divulgação

A garantia do abastecimento de milho e o encaminhamento de medidas (veja abaixo) trazem expectativa positiva aos representantes do setor de proteína animal que participaram de reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Os elevados custos com o ingrediente afetam indústrias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina — que tiveram a colheita reduzida, ampliando a dependência do produto de fora. Muitas começam a reduzir a atividade e outras sinalizam isso.

— Saímos otimistas, mas mantém-se a posição de redução na produção de indústrias do setor para poder suportar esse momento — pontua José Eduardo dos Santos, presidente-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

O deputado Jerônimo Goergen também vê avanços no encontro. Pontua que a importação ajudará na oferta do grão, que seguirá justada até junho.

Medidas discutidas

  • Isenção de PIS/Cofins:  a ministra voltará a tratar do assunto com o titular da Economia, Paulo Guedes. Também será feita emenda na medida provisória do diesel
  • Opção: a importação de novas variedades geneticamente modificadas para ração animal depende da CTNBio. Reunião com presença da ministra deve ocorrer em um mês
  • Fonte: Zero Hora

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