MERCADO E CIANOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – SP: frigoríficos ofertam até R$ 3 a menos por arroba

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O volume de negócios no mercado do boi gordo na sexta-feira foi menor. Muitos frigoríficos estiveram fora das compras aguardando esta semana para retomar os negócios.

No geral, o cenário foi de cotações travadas. No balanço de todas as praças pesquisadas, as cotações nos últimos sete dias caíram 0,3%, ou seja, ficaram praticamente estáveis.

Esse número revela um quadro de equilíbrio entre oferta e demanda. A ponta vendedora endurece as negociações e resiste em entregar boiadas com ofertas de compra abaixo da referência, já que a capacidade de suporte dos pastos garante essa estratégia.

Já pelo lado dos compradores, não há necessidade de intensificação das compras, porque a oferta tem sido suficiente para atender a demanda. O escoamento está lento.

Segundo a XP Investimentos, há relatos, inclusive, de redirecionamento da produção das plantas paulistas para plantas vizinhas, visando otimizar a produção e recuperar as margens operacionais. Com escalas “folgadas”, dada baixa necessidade de aquisição de animais, frigoríficos seguem testando referências até R$ 3 por arroba abaixo da média.

Para o curto prazo, com a segunda quinzena do mês, o consumo não deverá animar e poderá desajustar o equilíbrio vigente. O cenário para os próximos dias é entre estabilidade e queda nos preços.

 

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 143,00

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 131,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 127,00 – 133,00

  • Marabá (PA): 127,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 142,00

  • Tocantins (norte): 124,00

Fonte: Scot Consultoria

Soja

O mercado brasileiro de soja fechou a semana com preços incertos e de movimentação moderada de negócios. O dia foi marcado pela firmeza do dólar contra o real e pela baixa da soja em Chicago, além dos prêmios mais fracos de exportação, o que ao final determinou o comportamento misto das cotações no mercado físico de soja.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O mercado realizou parte dos lucros acumulados ao longo da semana. Maio teve uma valorização semanal de 2%.
O mercado tentou estender os ganhos da semana, mas o movimento perdeu força com vendas por parte de fundos e especuladores. O cenário fundamental segue positivo, em meio a sinais de boa demanda pela soja americana, mesmo com a guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Destaque para o anúncio de venda de 240 mil toneladas de soja americana por parte dos exportadores privados para compradores da Argentina. Tradicional competidos no mercado exportador, o país sul-americano já procura a oleaginosa no exterior diante da quebra de 20 milhões de toneladas na sua safra por conta da prolongada estiagem.
Outro fator que ajudou a sustentar o mercado internacional da soja foi o relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que surpreendeu positivamente. O USDA reduziu os estoques de passagem dos Estados Unidos e do mundo e cortou a sua estimativa para a safra argentina. As reduções, em todos estes casos, foram maiores do que a estimativa do mercado.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 10,54 (-6,50 cents)

  • Julho/2018: 10,65 (-6,75 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 81,20

  • Cascavel (PR): 80,50

  • Rondonópolis (MT): 74,50

  • Dourados (MS): 75,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 87,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 87,00

  • Porto de Santos (SP): 87,00

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 85,00

Fonte: Safras & Mercado

Milho

O mercado brasileiro de milho teve uma sexta-feira marcada pela calmaria nos negócios. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado fechou a semana com mais ofertas regionais e sinalização de baixa para as cotações.
Chicago

O milho em Chicago fechou o último pregão com preços mais baixos. O mercado acompanhou a forte queda do vizinho, trigo, também repercutindo sinais de fraca demanda pelo grão dos Estados Unidos. Na semana, a posição maio caiu 0,58%.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2017/18, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 839.900 toneladas na semana encerrada 5 de abril. O número ficou 7% inferior ao da semana anterior e 46% abaixo da média em quatro semanas. Para a temporada 2018/19, ficaram em  56 mil toneladas. Analistas esperavam de 800 mil a 1,35 milhão de toneladas, somando as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 3,86 (-2,50 cents)

  • Julho/2018: 3,94 (-2,75 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 42,00

  • Paraná: 39,00

  • Campinas (SP): 40,50

  • Mato Grosso: 28,00

  • Porto de Santos (SP): 37,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 37,00

  • São Francisco do Sul (SC): 37,00

Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Café

O mercado brasileiro de café teve uma sexta-feira de preços de estáveis a mais altos. A alta do dólar, a maior demanda por grãos de melhor qualidade arábicas e a preocupação com granizo no cerrado mineiro garantiram sustentação de cotações em elevação em algumas regiões.
Entretanto, o dólar teve alta mais significativa em parte do dia, assim como NY teve desempenho mais positivo em determinado momento. E quando o dólar reduziu os ganhos e NY passou a cair as negociações cessaram e o mercado travou.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da sexta-feira com preços moderadamente mais baixos. Segundo traders, em mais uma sessão volátil em que o mercado tentou e não teve sucesso em avançar e romper resistências, as cotações cederam diante das indicações de uma ampla oferta global, com uma safra recorde esperada no Brasil.
Safras & Mercado estimou essa semana a produção brasileira 2018/19 no recorde de 60,5 milhões de sacas de 60 quilos, com incremento de 20% contra a safra 2017/18, colocada em 50,6 milhões de sacas. Isso traz tranquilidade ao abastecimento global, e naturalmente uma grande safra brasileira é fundamento baixista que mantém as cotações pressionadas.
No balanço da semana, o contrato julho acumulou uma alta de 0,1%.
Londres 
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da sexta-feira com preços pouco alterados. Segundo traders, o mercado buscou uma consolidação frente ao final de semana após as últimas sessões voláteis.
Londres recebeu suporte em boa parte do dia dos ganhos de outros mercados, como petróleo e o arábica em Nova York. Mas, o café arábica reverteu em NY e tirou sustentação do mercado londrino. Fatores técnicos predominaram no dia e a bolsa passa pelo período de rolagens do contrato maio, que se aproxima da expiração.
No balanço da semana, o contrato maio acumulou uma queda de 1%.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 117,30 (-0,60 cents)

  • Julho/2018: 119,50 (-0,50 cents)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.713 (+US$ 2)

  • Julho/2018: 1.736 (estável)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 435-440

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 430-435

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 315-320

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,58%, cotado a R$ 3,425 para a compra e a R$ 3,427 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,399 e a máxima de R$ 3,432.
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 1,3%, aos 84.334,41 pontos. O volume negociado foi de R$ 10,113 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

A massa de ar seco e frio associada a uma área de alta pressão atmosférica se espalha nesta segunda e mantém o tempo firme em praticamente todo o Rio Grande do Sul, além do oeste de Santa Catarina e Paraná. Nas demais áreas, do litoral sul gaúcho até o norte do Paraná, o tempo será afetado por uma área de instabilidade que se forma a mais de 10km de altura na atmosfera. As pancadas de chuva ocorrem de forma rápida e isolada.

Sudeste

Nuvens carregadas se formam sobre todo o Sudeste. O tempo mais instável ocorre devido a atuação de uma área de alta pressão atmosférica afastada no oceano que favorece a entrada de ventos úmidos. A chuva continua mais volumosa nas áreas do litoral entre o Rio de Janeiro e Espírito Santo. No restante da região, a chuva ocorre de forma rápida e isolada.

Centro-Oeste

O tempo continua instável sobre o centro do país. A combinação entre uma área de baixa pressão atmosférica e uma área de instabilidade que se forma a mais de 10km de altura é a responsável pela formação das nuvens mais carregadas, especialmente sobre o sul do Mato Grosso, onde a chuva é mais volumosa no fim da tarde.

Nordeste

A chuva retorna em toda a região. A formação de uma área de alta pressão atmosférica afastada no oceano favorece a entrada de ventos úmidos na costa e no interior da Bahia e com isso nuvens carregadas se formam ao longo do dia. No entanto, mesmo com o retorno da chuva, ela ocorre em forma de pancadas bastante isoladas. Entre o Maranhão e Ceará, a chuva segue mais volumosa por causa da Zona de Convergência Intertropical.

Norte

O tempo instável continua por conta das instabilidades tropicais. Os maiores volumes acumulados seguem persistentes no Amazonas.

Fonte ; Canal Rural