MERCADO E CIANOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – Soja tem preços firmes com elevação do dólar

Fonte:Canal Rural

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O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos no comparativo com a segunda-feira. A alta do dólar voltou a dar sustentação às cotações, apesar do desempenho fraco das cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago e do recuo dos prêmios de exportação. Houve pouca movimentação de negócios no país.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em leve baixa. Após a forte recuperação de ontem, liderada pelo sentimento de que China e Estados Unidos estariam próximos de um acordo nas discussões comerciais, o mercado buscou um direcionamento na sessão de hoje.
O bom avanço do plantio nos Estados Unidos exerceu pressão sobre as cotações, enquanto o resultado recorde do esmagamento em abril amenizou o impacto negativo sobre as cotações.
Até 13 de maio, a área plantada estava apontada em 35%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 29%. A média é de 26%. Na semana passada, o número era de 15%, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 161 milhões de bushels em abril. O número ficou abaixo do registrado em março, de 171,858 milhões de bushels, mas significativamente acima de igual período do ano passado.

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 10,18 (-1,25 cents)

  • Setembro/2018: 10,22 (-1,25 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 82,00

  • Cascavel (PR): 80,00

  • Rondonópolis (MT): 77,00

  • Dourados (MS): 76,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 86,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 86,00

  • Porto de Santos (SP): 86,50

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 85,50

O mercado brasileiro de milho mantém preços firmes e segue centrado na quebra da safrinha, que em algumas regiões deve superar 50% de perda. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as negociações no mercado disponível acabam travadas.  
"Os produtores e cooperativas optam pela retenção neste momento complicado. Além disso, o real segue em processo de forte desvalorização, movimento que tende a se acentuar com a aproximação das eleições, com elevado grau de imprevisibilidade", aponta.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado estendeu o tom positivo, avaliando o andamento do plantio de milho nos Estados Unidos. Um possível acordo entre os país e a China, fato que poderá significar aumento de demanda pelo cereal norte-americano também contribui para a valorização.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 13 de maio, a área plantada estava estimada em 62%. Em igual período do ano passado, o número era de 68%. A média para os últimos cinco anos é de 63%. Na semana anterior, o número era de 39%.
Julho 4,02 +5,75
Setembro 4,10 +5,75

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 4,02 (+5,75)

  • Setembro/2018: 4,10 (+5,75 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 45,00

  • Paraná: 41,00

  • Campinas (SP): 45,00

  • Mato Grosso: 30,00

  • Porto de Santos (SP): 41,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 41,00

  • São Francisco do Sul (SC): 41,00

Fonte: Safras & Mercado

Café

O mercado brasileiro de café teve uma terça-feira de preços estáveis no Brasil. A queda do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres foi compensada pela alta do dólar. Na comercialização, o mercado esteve regionalizado no dia. Enquanto em algumas regiões nota-se preferência para negociação no físico, como na Mogiana paulista, em outras as negociações envolvem mais entrega futura, como no  cerrado mineiro.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. Foi a terceira sessão seguida no vermelho, com o contrato julho se afastando bem da linha de US$ 1,20 a libra-peso.
Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, a alta do dólar contra o real e outras moedas exerceu pressão mais uma vez sobre o arábica. Além disso, os fundamentos seguem pesando, com a entrada de uma safra recorde no Brasil, em período efetivo de colheita agora. Há tranquilidade no abastecimento global e isso vai pesando sobre as cotações.
Tecnicamente, o mercado vai se afastando cada vez mais da linha de US$ 1,20 a libra-peso e testando patamares ainda mais baixos.

Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. As cotações voltaram a cair no dia diante do dólar em alta contra o real e outras moedas e acompanhando a desvalorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US).
A entrada de uma safra recorde no Brasil, com a colheita se desenvolvendo nas regiões produtoras, traz tranquilidade ao abastecimento global e pressiona as cotações internacionais.
Julho 1.728 +14
Setembro 1.719 – 16

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 116,95 (-0,65 cent)

  • Julho/2018: 119, 25 (-0,65 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.728 (-US$ 14)

  • Julho/2018: 1.719 (-US$ 16)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 440-445

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 445-450

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 400-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 325-330

Fonte: Safras & Mercado

Boi gordo

A oferta maior que a demanda permite aos frigoríficos manter a pressão de baixa no mercado. Em São Paulo, por exemplo, a cotação caiu pelo segundo dia consecutivo e está cotada, em média, em R$138,00, à vista, livre de Funrural.
Além disso, destaque para Dourados-MS, onde o preço da arroba do boi gordo caiu 3,0% desde o início do mês. A maior queda em maio dentre as praças pesquisadas. Na região, as escalas de abate giram em torno de sete a oito dias, cenário que colabora para ofertas de preços abaixo da referência.
Mesmo em Rondônia, onde a oferta de boiadas está limitada, não há a necessidade das indústrias em ofertarem preços maiores para atender a demanda vigente. A entrada da segunda quinzena do mês, época em que sazonalmente o consumo de carne bovina cai, pode colaborar com o aumento de pressão no mercado do boi gordo.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 138,00

  • Belo Horizonte (MG): 129,00

  • Goiânia (GO): 124,00

  • Dourados (MS): 128,00

  • Mato Grosso: 126,00 – 129,00

  • Marabá (PA): 124,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 138,00

  • Tocantins (norte): 122,00

Fonte: Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,93%, cotado a R$ 3,660 para a compra e a R$ 3,6620 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,643 e a máxima de R$ 3,693.
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,12%, aos 85.130,42 pontos. O volume negociado foi de  R$ 14,062 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

A frente fria avança pelo Sul e chega até o Sudeste. Ainda tem risco para chuva volumosa, acompanhada de trovoadas, no Rio Grande do Sul, no oeste de Santa Catarina e do Paraná.
As pancadas ocorrem principalmente na parte da manhã e, por causa da nebulosidade e dos ventos que sopram de sul, as temperaturas da tarde não sobem muito.
Na fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, não há condição de chuva, porém, mesmo com a presença do sol, a sensação é de frio por causa dos ventos do quadrante sul.

Sudeste

Uma nova frente fria consegue chegar até o Sudeste e aumenta as instabilidades em São Paulo, no Rio de Janeiro e na metade sul de Minas Gerais.
Nessas áreas, o sol aparece na maior parte do dia, e as nuvens carregadas ganham força a partir da tarde. Isso favorece a condição para pancadas de chuva com trovoadas e rajadas de vento. Mesmo com tudo isso, os volumes não serão muito elevados.
Nas demais áreas do Sudeste, o tempo segue firme. As temperaturas não variam com relação ao dia anterior.

Centro-Oeste

A chuva ganha mais intensidade pelo Centro-Oeste. Uma frente fria avança pela costa do Sudeste e espalha nuvens carregadas em grande parte da região.
Chove com intensidade de moderada a forte no oeste e norte de Mato Grosso e também em Mato Grosso do Sul, com risco para temporais na fronteira com o Paraguai.
Em Goiás, a chuva ainda não é expressiva e não melhora a condição de baixa umidade no solo. Tempo firme na divisa de Goiás com Tocantins.

Nordeste

A chuva avança um pouco para o centro da Bahia, mas as pancadas são isoladas e com baixos acumulados. A chuva é mais expressiva entre o litoral de Pernambuco e o norte do Ceará.
Não há previsão para chuva no sul do Piauí e do Maranhão e também nas faixa oeste da Bahia e de Pernambuco.

Norte

A chuva segue em grande parte da região, mas em Tocantins as instabilidades voltam a perder intensidade, e o tempo fica firme em áreas do sul e leste do estado. As temperaturas continuam elevadas no Norte.

Fonte : Canal Rural