MERCADO E CIANOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – Soja apresenta preços firmes no mercado brasileiro

Fonte:Divulgação

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O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira de preços firmes. A alta do dólar foi compensada pela desvalorização da oleaginosa na Bolsa de Mercadorias de Chicago. O mercado permanece calmo, sem movimentações relevantes no dia.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. As preocupações com a tensão comercial entre Estados Unidos e China seguiu pressionando o mercado.

A ausência de acordo entre os dois países compromete o fluxo de comercialização de soja entre os dois países. Após um longo período, os exportadores privados voltaram a anunciar uma venda de soja americana, envolvendo 132 mil toneladas e para destinos não revelados.

Desde 10 de abril, não há anúncios de venda da oleaginosa dos Estados Unidos para a China. Em consequência, os números para a exportação de semanal de soja dos Estados Unidos têm sido bem modestos.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram em 281.900 toneladas na semana encerrada em 10 de maio.

O número ficou 20% abaixo da semana anterior e 48% inferior à média das últimas quatro semanas. Para a temporada 2018/19, foram mais 224.700 toneladas.As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 9,95 (-4,75 cents)

  • Setembro/2018: 9,98 (-4,50 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 82,00

  • Cascavel (PR): 79,00

  • Rondonópolis (MT): 76,50

  • Dourados (MS): 75,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 85,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 86,00

  • Porto de Santos (SP): 86,50

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 85,50

Milho

As negociações no mercado disponível de milho ocorrem de maneira bastante pontual. Os produtores e cooperativas permanecem retraídos neste momento, avaliando qual a melhor estratégia em meio à quebra da safrinha. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os consumidores por sua vez encontram maior dificuldade para compor seus estoques. O real fortemente desvalorizado ainda motiva os preços nos portos, e o cenário momentâneo é de continuidade desse movimento.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado operou em alta na primeira parte da sessão, avaliando o bom desempenho das vendas líquidas semanais norte-americanas de e as preocupações com o clima seco no Brasil, mas perdeu força e fechou em queda,
diante de fatores técnicos.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2017/18, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 985.700 toneladas na semana encerrada 10 de maio. O número ficou 42% superior ao da semana anterior e 15% acima da média em quatro semanas.
Para a temporada 2018/19, ficaram em 129,200 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 3,95 (- 4,00 cents)

  • Setembro/2018: 4,03 (-4,00 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 44,00

  • Paraná: 41,00

  • Campinas (SP): 45,00

  • Mato Grosso: 30,00

  • Porto de Santos (SP): 42,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 41,00

  • São Francisco do Sul (SC): 41,50

Fonte: Safras & Mercado

Café

O mercado brasileiro de café teve uma quinta-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos. As cotações foram sustentadas pela combinação de altas nas bolsas de futuros e valorização do dólar. O dia também foi mais movimentado nas negociações, com os compradores procurando os cafés mais finos, que se elevaram mais.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços mais altos. As cotações avançaram diante de fatores técnicos, com cobertura de posições vendidas de fundos e especuladores, e com cautela ante a chegada de uma massa de ar frio no
Brasil neste final de semana.
Embora sem risco de geadas, os agentes sempre agem com cautela e temor ante à passagem de massas de ar frio no Brasil, com temores de geadas.
Após as recentes baixas, que levaram as cotações aos patamares mais baixos em três semanas e meia, o mercado apresenta movimentos de correção técnica. Entretanto, o mercado não consegue romper resistências. Julho chegou a ter máxima de 119,10 centavos de dólar por libra-peso, mas fechou abaixo de
118,00. A entrada de uma grande safra brasileira, recorde, segue pesando sobre as cotações.

Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quinta-feira com preços mais altos. As cotações avançaram no dia diante das indicações de retenção de oferta por parte de produtores no Vietnã e acompanhando a reação na Bolsa de NY no arábica.
A ausência de vendas por parte das origens sustentou Londres. Os produtores do Vietnã, maior produtor mundial da variedade, estão segurando o produto, evitando negociar nos atuais patamares.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 117,90 (+0,60 cent)

  • Julho/2018: 120, 10 (+0,60 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.750 (+US$ 13)

  • Julho/2018: 1.737(+US$ 10)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 440-445

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 455-460

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 405-410

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 325-330

Fonte: Safras & Mercado

Boi gordo

O mercado do boi gordo apresenta sinais de equilíbrio entre oferta e demanda. Apesar de ser suficiente para atender a demanda, a oferta está diminuindo e dessa forma a pressão de baixa é menor. Vale ressaltar, que o escoamento da carne segue lento e mesmo com a queda na oferta de boiadas terminadas as indústrias conseguem trabalhar com estoques ajustados e as escalas de abate estão alongadas.
No Norte do país, o cenário de oferta é diferente, pois devido aos bons níveis de chuvas, as pastagens estão com maior qualidade o que permite a retenção de boiadas. Com isso, a desova de final de safra, diferentemente do restante do país, deve ser adiada na região.
No mercado atacadista de carne bovina com osso os preços estão estáveis frente ao levantamento de ontem (16/05). A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,32/kg.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 139,00

  • Belo Horizonte (MG): 129,00

  • Goiânia (GO): 124,00

  • Dourados (MS): 128,00

  • Mato Grosso: 126,00 – 129,50

  • Marabá (PA): 124,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)

  • Paraná (noroeste): 138,00

  • Tocantins (norte): 122,00

Fonte: Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,40%, cotado a R$ 3,675 para a compra e a R$ 3,6770 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,662 e a máxima de R$ 3,695.
O Ibovespa encerrou o dia com alta de 1,65%, aos 86.536,97 pontos. O volume negociado foi de  R$ 12,155 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

A semana chega ao final com tempestades no Sul brasileiro. A formação de uma área de baixa pressão sobre a região provoca chuva forte já pela manhã no Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina e Paraná.
À tarde, os temporais se espalham pelos três estados, com grande acumulado e até risco de granizo no oeste de Santa Catarina e do Paraná.
As temperaturas só conseguem subir no norte paranaense, onde a chuva chega mais para o final do dia. Já no Rio Grande do Sul, a sexta termina com acentuada queda nas temperaturas.

Sudeste

A frente fria sobre o Sudeste se afasta de vez, mas ainda há condição para formação de chuva isolada em grande parte da região, mas de forma rápida.
As temperaturas sobem e faz calor à tarde. Só próximo do litoral que ainda há nebulosidade, mas em dissipação no decorrer do dia, que passa a ter mais aberturas de sol.

Centro-Oeste

Chove nos três estados do Centro-Oeste e no Distrito Federal. Atenção para o sul de Mato Grosso do Sul, onde uma área de baixa pressão intensifica a chuva, que pode ter queda de granizo e rajadas de vento.
As temperaturas ficam elevadas na maior parte da região, mas começam a cair durante a noite, levando sensação de frio ao sul e oeste de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso.

Nordeste

A condição para chuvas segue restrita ao litoral nordestino, devido a instabilidades no alto da atmosfera e à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
As chuvas mais persistentes ocorrem no norte do Maranhão e entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba. No interior nordestino, o dia segue com sol e temperaturas elevadas.

Norte

Na sexta-feira, pouca coisa muda na região Norte. Chove de forma isolada e rápida em todos os estados, no final da tarde. Faz calor.

Fonte : Canal Rural

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