MERCADO E CIANOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – Dólar cai e comercialização de soja diminui no Brasil

Fonte:Abiove/divulgação

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O mercado brasileiro de soja iniciou a semana travado. Os preços oscilaram de estáveis a mais baixos e não houve registro de negócios relevantes. Chicago e dólar caíram e afastaram os negociadores.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. O mercado teve um dia de pressão, corrigindo parte dos ganhos de 2% acumulados na semana passada.

As previsões de clima favorável à evolução do plantio inicial dos Estados Unidos determinaram a pressão sobre as cotações, apesar de sinais positivos em relação à demanda pela soja americana. A baixa do petróleo também contribuiu para a retração.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 171,858 milhões de bushels em março. O número ficou acima do registrado em fevereiro, de 153,7 milhões de bushels, e superior ao esperado por analistas. O volume foi recorde para o mês de março.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 444.987 toneladas na semana encerrada no dia 12 de abril, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 381.191 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 454.544 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 42.350.474 toneladas, contra 48.296.866 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

 

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 10,42 (-12,25 cents)

  • Julho/2018: 10,53 (-11,75 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 81,20

  • Cascavel (PR): 80,00

  • Rondonópolis (MT): 74,50

  • Dourados (MS): 74,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 86,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 86,50

  • Porto de Santos (SP): 86,50

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 85,00

Fonte: Safras & Mercado e Radar Investimentos

Milho

O mercado brasileiro de milho teve uma segunda-feira de ritmo lento na comercialização, com calmaria. As cotações permaneceram estáveis nas principais praças do país.
Chicago
O milho em Chicago fechou com preços mais baixos. O mercado refletiu a fraca demanda para o cereal norte-americano, conforme apontou o relatório de inspeções de exportação divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura do País (USDA).
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.504.697 toneladas na semana encerrada no dia 12 de abril, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.940.094 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.338.551 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções somam 27.983.740 toneladas, contra 35.891.756 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 3,82 (-3,75 cents)

  • Julho/2018: 3,91 (-3,50 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 42,00

  • Paraná: 40,00

  • Campinas (SP): 40,00

  • Mato Grosso: 28,00

  • Porto de Santos (SP): 38,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 38,50

  • São Francisco do Sul (SC): 38,50

Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Café

O mercado brasileiro de café teve uma segunda-feira de preços estáveis, com quedas apenas em algumas praças. Com a forte baixa em Nova York no arábica e com o dólar próximo à estabilidade, os vendedores se afastaram e a falta de produtores dispostos a negociar garantiu ao menos a manutenção dos valores. O momento de entressafra contribui para a fraca movimentação.
Há uma tendência natural de baixa para as cotações para entrega futura ainda em 2018, mas entregas agendadas para 2019 em diante mostram preços firmes. O dia foi de raros negócios e de estabilidade na maior parte das regiões com a falta de vendedores.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da segunda-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações despencaram diante do dólar firme contra o real no Brasil e seguindo as perdas do petróleo e de outras commodities. Além disso, o mercado segue pressionado pelas indicações de que o Brasil iniciou a colheita de uma safra recorde.
O mercado também acelera a rolagem de posições de maio para julho, sendojulho o principal referencial no momento, ante a aproximação do período de notificação de entregas de maio. As cotações vão descendo e testando novos "fundos" para o momento.
Com a colheita de uma grande safra no Brasil, os consumidores seguem vislumbrando um cenário de maior tranquilidade, favorável ao abastecimento, o que traz a pressão às cotações.

Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos. Segundo traders, a forte queda do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE US) exerceu pressão sobre as cotações do robusta londrino.
A queda do petróleo contribuiu para as perdas do robusta. O mercado está com atividades também concentradas em rolagens de contratos de maio para julho, ante o período de notificação de entregas para a primeira posição, que se aproxima.

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 114,25 (-3,05 cents)

  • Julho/2018: 116,55 (-2,95 cents)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.701 (-US$ 3,05)

  • Julho/2018: 1.729 (-US$ 2,95)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 435-440

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 420-430

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 315-320

A oferta de animais nesta segunda-feira foi suficiente para atender a demanda dos frigoríficos, que abriram as ofertas de compra com cotações abaixo da referência.
Das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação caiu em 10 delas. Em São Paulo, por exemplo, a arroba do boi gordo está cotada em R$ 142,50, à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Queda de 0,7% desde o início do mês.
A exportação de carne bovina in natura vem superando os resultados de 2017. O desempenho no primeiro trimestre melhorou 20,6%, em volume. Melhorou um quinto em relação ao mesmo período do ano passado.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 142,50

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 131,00

  • Dourados (MS): 132,00

  • Mato Grosso: 127,00 – 132,00

  • Marabá (PA): 127,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 141,00

  • Tocantins (norte): 124,00

Fonte: Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com baixa de 0,35%, cotado a R$ 3,413 para a compra e a R$ 3,415 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,409 e a máxima de R$ 3,437.
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 1,75%, aos 82.861,58 pontos. O volume negociado foi de R$ 12,893 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

A massa de ar seco ganha força e se espalha pela maior parte da região, mantendo o tempo firme, com sol predominando entre poucas nuvens.
A exceção fica por conta das áreas do leste catarinense e litoral do Paraná, onde as pancadas de chuva seguem persistentes, mas isoladas, devido à influência de ventos úmidos que sopram em direção à costa.

Sudeste

Uma massa de ar seco avança do Sul do país e deixa o tempo firme no interior e centro de São Paulo, além das áreas do Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais.
Nas demais áreas da região, as pancadas de chuva são persistentes ao longo do dia devido à formação de uma área de instabilidade no alto da atmosfera.
Os acumulados continuam mais elevados no litoral do Espírito Santo, e a Marinha mantém o alerta para ressaca.

Centro-Oeste

A chuva persiste na maior parte da região, ainda sob a influência de uma área de baixa pressão atmosférica. Desta vez, os maiores acumulados se concentram no sul de Mato Grosso e norte de Mato Grosso do Sul, onde inclusive ainda há risco para queda de granizo.
A exceção fica por conta das áreas mais ao sul da região, devido à entrada de uma massa de ar seco que vem do Sul do país e inibe a formação de nuvens de chuva.

Nordeste

A mesma condição de chuva persiste sobre a maior parte da região, especialmente sobre o Maranhão, Piauí e Ceará, onde os acumulados são mais expressivos e há riscos para temporais ao longo do dia.
Nas demais áreas, a chuva é isolada e intercalada com períodos de sol. A condição para chuvas continua baixa apenas no interior baiano, e o predomínio é de céu claro.

Norte

Dia com tempo nublado e chuva ao longo de todo o dia na região. As instabilidades seguem ganhando força sobre toda a faixa norte do Amazonas e do Pará.

Fonte : Canal Rural