MERCADO E CIAAGRICULTURANOTÍCIAS – FECHAMENTO DO MERCADO – Boa demanda impulsiona preços da soja no Paraná

Fonte:Luiz Henrique Magnante/Embrapa

  • Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nas principais praças do país nesta terça-feira, ainda na expectativa da divulgação do relatório do USDA

Preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nas principais praças do país nesta terça-feira. A alta do dólar e de Chicago, mais para o final do dia, sustentou as cotações, com destaque para a boa alta no Paraná pelo aquecimento da demanda.
Nos Estados Unidos, a alta veio após um início de sessão pressionada pela perspectiva de ampla oferta mundial. Ao longo do dia, mudou de direção, com os agentes se posicionando frente ao relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta, dia 9.
O USDA deverá reduzir a sua estimativa para a safra 2017/18 americana de soja e também cortar a previsão para os estoques.
Analistas e traders consultados pelas agências internacionais indicam previsão de safra de 4,404 bilhões de bushels, ou 119,86 milhões de toneladas. Em outubro, a indicação do USDA foi de 4,431 bilhões de bushels, ou 120,6 milhões de toneladas. Em 2016/17, os americanos colheram 4,296 bilhões de bushels ou 116,9 milhões de toneladas.
O mercado projeta estoques 2017/18 de 420 milhões de bushels. Em outubro, o USDA indicou estoques em 430 milhões de bushels.
Para os estoques mundiais, a previsão para 2016/17 deve ser de 94,7 milhões de toneladas, contra 94,9 milhões em outubro. Para 2017/18, o número deverá ser rebaixado para 96,1 milhões de toneladas, contra 95,5 no mês passado.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

  • Janeiro/2018: 9,96 (+2,00 cents)

  • Março/2018: 10,06 ( +2,25 cents)

Soja no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Passo Fundo (RS): 68,80

  • Cascavel (PR): 70,00

  • Rondonópolis (MT): 63,50

  • Dourados (MS): 64,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 75,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 73,50

  • Santos (SP): 73,00

  • São Francisco do Sul (SC): 73,50

Fonte: Safras & Mercado

Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho registrou preços mistos. Parte dos contratos foi pressionada pela expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos possa indicar um aumento na safra de milho do país, na produtividade média e nos estoques de passagem da safra 2017/18 no relatório de oferta e demanda de novembro, a ser divulgado na próxima quinta-feira, dia 9. As posições mais distantes foram sustentadas pelo segundo anúncio de venda de milho norte-americano envolvendo bons volumes.
A previsão de analistas e traders consultados por agências internacionais é que a safra norte-americana 2017/18 seja apontada em 14,323 bilhões de bushels, acima dos 14,28 bilhões de bushels de outubro, mas aquém dos 15,148 bilhões de bushels registrados em 2016/17. A produtividade média da safra norte-americana deve ser indicada em 172,3 bushels por acre em 2017/18, superior aos 171,8 bushels por acre em outubro, mas abaixo dos 174,6 bushels por acre
apontados na temporada passada. Os estoques finais 17/18 dos EUA devem ser apontados em 2,36 bilhões de bushels, acima dos 2,34 bilhões de bushels estimados em outubro.
A alta do dólar frente a outras moedas e a queda nos preços do petróleo também contribuíram para as perdas parciais, assim como o avanço da colheita nos Estados Unidos.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 130 mil toneladas de milho a destinos não revelados, para entrega em 2017/18. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100 mil toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia tem que ser reportada ao USDA.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

  • Dezembro/2017: 3,47 (-0,25 cents)

  • Março/2018: 3,61 (-0,50 cents)

Milho no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Rio Grande do Sul: 32,00

  • Paraná: 28,00

  • Campinas (SP): 34,00

  • Mato Grosso: 20,00

  • Porto de Santos (SP): 29,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 30,00

  • São Francisco do Sul (SC): 29,50

Fonte: Safras & Mercado

Café

O mercado brasileiro de café teve uma terça-feira de calmaria na comercialização, sem grandes mudanças nos preços. Houve alguns ajustes para cima ou para baixo de acordo com o tipo de café. A queda do arábica na Bolsa de Nova York foi compensada pela alta do dólar.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. As cotações caíram no dia diante da valorização do dólar contra o real e outras moedas e com os novos dados da Organização Internacional do Café (OIC) revisando para cima a estimativa da safra global 2016/17.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. As cotações foram pressionadas no dia pela queda do arábica na Bolsa de Nova York, diante dos novos dados da Organização Internacional do Café (OIC) para a produção mundial, elevando a estimativa da safra. Isso embora a safra de robusta tenha sido revisada para baixo.
A alta do dólar contra o real e outras moedas também foi indicada como fator baixista.
Relatório OIC
A Organização Internacional do Café (OIC) elevou nesta terça-feira sua estimativa para a produção global da commodity na safra 2016/17 para um recorde de 157,4 milhões de sacas, impulsionada em grande por parte por uma revisão na colheita de arábica no México e na América Central. Anteriormente, a entidade estimava uma produção global de 153,9 milhões de sacas em 2016/17. Houve um incremento de 3,4% sobre a produção global de 2015/16.
A produção global de arábica em 2016/17 foi revisada para 101,6 milhões de sacas, ante 97,3 milhões de sacas na estimativa anterior e alta de 14,7% sobre 2015/16.
Em relação ao robusta, a produção foi cortada levemente para 55,9 milhões de sacas, ante 56,6 milhões de sacas na previsão anterior e queda de 12,2 % na comparação com o ciclo passado.
O aumento da produção de café deve levar a um superávit, com o consumo global previsto em 155,1 milhões de sacas, queda marginal de 0,3 % em relação ao ano anterior. "Dado o aumento da produção global de café e um consumo estável, o ano de 2016/17 deve ter um superávit após dois anos consecutivos de déficit, com a produção excedendo o consumo em 2,38 milhões de sacas", disse a OIC.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) (cents por libra-peso)

  • Dezembro/2017: 124,70 (-0,85 cents)

  • Março/2018: 128,20 (-0,85 cents)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (em US$ por tonelada)

  • Novembro/2017: 1.871 (- US$ 32)

  • Janeiro/2018: 1.824 (- US$ 31)

Café no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 455-460

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 460-465

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 410-415

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 355-360

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou as negociações em alta de 0,52%, cotado a R$ 3,275 para compra e a R$ 3,2770 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,254 e a máxima de R$ 3,289.
O Ibovespa encerrou com queda de 2,55%, aos 72.414,88 pontos. O volume negociado foi de R$ 13,022 bilhões.

Fonte : Canal Rural

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