MERCADO E CIAAGRICULTURANOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – Soja explode em Chicago e julho chega a US$ 10,25

Fonte:Divulgação

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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços acentuadamente mais altos.

A semana teve início com boas notícias sobre a disputa comercial entre China e Estados Unidos. Durante o final de semana, as conversas entre os dois países avançaram e um acordo se mostra bem mais próximo.

Entre os pontos encaminhados está o compromisso dos chineses em aumentar de forma significativa as aquisições de produtos agrícolas norte-americanos, beneficiando a soja.

Os chineses são responsáveis pela compra de um terço da produção de soja dos Estados Unidos. Somente no ano passado foram 33 milhões de toneladas embarcadas dos portos americanos para a China.

Com o possível acordo, a perspectiva é de que este volume cresça em 2018. Hoje, expectativas preliminares apontavam que o comércio entre os dois países envolvendo a oleaginosa poderia pular para a casa de 40 milhões a 50 milhões de toneladas.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo subiu US$ 2,80 (0,74%), sendo negociada a US$ 379,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 31,42 centavos de dólar, ganho de 0,44 centavo ou 1,42%.

Brasil

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com uma segunda de movimentação razoável e preços oscilando regionalmente. O bom desempenho de Chicago trouxe os agentes de volta ao mercado. O ritmo dos negócios só não foi melhor devido à queda do dólar frente ao real.

Rumores indicam que cerca de 50 mil toneladas trocaram de mãos em Minas Gerais. Volume semelhante foi negociado no Paraná e a mesma quantidade de soja foi transacionada no mercado gaúcho. Em Santa Catarina, aproximadamente 20 mil toneladas foram negociadas e mais 10 mil na região de Brasília.

 

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 10,25 (+26,75 cents)

  • Setembro/2018: 10,29 (+26,50 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 83,00

  • Cascavel (PR): 80,00

  • Rondonópolis (MT): 77,00

  • Dourados (MS): 75,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 86,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 86,00

  • Porto de Santos (SP): 86,00

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 86,00

Milho

O mercado interno de milho teve um dia de ritmo modesto de negócios. As atenções estiveram voltadas para as notícias da passagem da massa de ar frio sobre as regiões produtoras, com o mercado aguardando mais informações sobre os efeitos da queda das temperaturas. A oferta segue limitada, dando sustentação ao mercado.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado buscou suporte no acordo firmado entre os Estados Unidos e a China no último sábado, após dois dias de reuniões em Washington. O país asiático se comprometeu a comprar mais produtos agrícolas norte-americanos,
assim como do setor de energia.  
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.527.994 toneladas na semana encerrada no dia 17 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.578.124 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.178.751 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 36.297.884 toneladas, contra 41.951.140 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 4,02 (-0,25 cents)

  • Setembro/2018: 4,11 (-0,50 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 44,00

  • Paraná: 41,00

  • Campinas (SP): 45,00

  • Mato Grosso: 30,00

  • Porto de Santos (SP): 41,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 41,50

  • São Francisco do Sul (SC): 41,50

Café

O mercado brasileiro de café teve uma segunda-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos. As cotações foram sustentadas pela subida do arábica em Nova York e do robusta em Londres. Mas, a queda do dólar compensou a valorização das bolsas. O dia foi travado na comercialização, com o mercado de clima sendo variável importante. Os rumores de geadas mexeram com o mercado nacional, embora o frio intenso não tenha trazido maiores efeitos ou prejuízos.

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da segunda-feira com preços acentuadamente mais altos. Foi a quarta sessão de ganhos no mercado, com o contrato julho fechando no nível mais alto desde 07 de maio e acima da importante linha técnica e psicológica de US$ 1,20 a libra-peso.
As cotações subiram diante da queda do dólar contra o real no Brasil, após intervenção do Banco Central. A cautela com a queda nas temperaturas no cinturão cafeeiro do Brasil também garante sustentação, ante o risco de geadas. Neste começo de semana as temperaturas caíram muito nas regiões produtoras, mas não houve geadas ou prejuízos com a passagem de uma massa de ar frio. De qualquer forma, os fundos e especuladores agem com cautela diante da chegada da temporada de frio no Brasil.
A valorização do petróleo contribuiu para os ganhos em NY. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, "o arábica na ICE em NY avança, encontrando apoio na queda do dólar e no movimento de correção técnica. A chegada do frio no Brasil também favoreceu a melhora nos preços, servindo como alerta temporada fria", comentou.
NY fechou ligeiramente acima de US$ 1,20 a libra-peso para julho. Este patamar segue como resistência e o mercado precisa de mais fundamentos para conseguir avançar acima dessa linha. Segue a pressão com a entrada de uma safra recorde no Brasil.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da segunda-feira com preços mais altos. Foi a quarta sessão seguida de ganhos para o robusta no mercado londrino. A cotação atingiu no fechamento o patamar mais alto desde 7 de maio.
Segundo traders, o robusta seguiu a valorização do arábica na Bolsa de Nova York. A subida do petróleo e a queda do dólar contra o real no Brasil foram citados como fatores positivos para o café nas bolsas. As temperaturas mais baixas no cinturão cafeeiro do Brasil, mesmo sem notícias de maiores riscos de geadas, contribuíram para os ganhos do robusta

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 120,20 (+2,20 cents)

  • Julho/2018: 122,45 (+2,20 cents)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.795 (+US$ 33)

  • Julho/2018: 1.777 (+US$ 29)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 460-465

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 465-470

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 410-415

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 330-335

Fonte: Safras & Mercado

Boi

Após semanas com o mercado do boi gordo pressionado, o viés de baixa, aos poucos, vai perdendo força, segundo a Scot Consultoria.
Em Goiás, por exemplo, estado que apresentava uma das maiores desvalorizações nas últimas semanas, a arroba do boi gordo subiu 0,8% frente ao fechamento da sexta-feira, 18, e está cotada, em média, em R$ 125, à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
No estado, a programação de abate gira em torno de quatro dias e a disponibilidade de boiadas para o abate diminuiu frente a semana anterior, o que colaborou para este cenário.
A mudança de rumo do mercado do boi pode ser um indicativo de que a desova de fim de safra está perto do fim em estados como São Paulo, Mato Grosso e Goiás. Já em estados como Pará e Rondônia, o atraso nas chuvas gera expectativa de que o maior volume de boiadas ainda está por vir.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 139,00

  • Belo Horizonte (MG): 129,00

  • Goiânia (GO): 125,00

  • Dourados (MS): 128,00

  • Mato Grosso: 126,00 – 129,50

  • Marabá (PA): 124,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)

  • Paraná (noroeste): 139,00

  • Tocantins (norte): 122,00

Fonte: Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com baixa de 1,36%, cotado a R$ 3,686 para a compra e a R$ 3,688 para a venda. Durante o dia, a moeda norte- americana oscilou entre a mínima de R$ 3,682 e a máxima de R$ 3,7281.
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 1,52%, aos 81.815,32 pontos. O volume negociado foi de  R$ 20,948 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

O frio continua intenso na madrugada, especialmente entre pontos mais altos do Paraná e Santa Catarina na terça-feira.
Uma massa de ar seco e frio inibe a formação de nuvens de chuva. Portanto a previsão é de sol entre poucas nuvens no Sul.

Sudeste

Poucas instabilidades atuam sobre o Sudeste, provocando chuva apenas em pontos isolados do extremo norte de Minas Gerais.
As temperaturas máximas e mínimas mais baixas continuam sendo o destaque na maior parte do Sudeste, porém a condição para geada diminui.

Centro-Oeste

Pode chover de forma fraca e isolada sobre o noroeste de Mato Grosso. Nas demais áreas, a previsão é de tempo firme.
O frio continua pela manhã no sul mato-grossense, parte de Goiás e Mato Grosso do Sul.

Nordeste

A chuva se intensifica em todo o litoral baiano, o que faz com que as temperaturas caiam em relação aos dias anteriores.
Entre o Maranhão e o Ceará, há chance para pancada de chuva intercalada com períodos de melhoria.
Onde o tempo fica seco, o calor é maior, como é o caso do sul maranhense e piauiense.

Norte

Há previsão de chuva forte em Manaus, Boa Vista, noroeste do Amazonas, Belém e Macapá na terça-feira. Nas demais áreas chove de forma isolada.
No Tocantins, Acre e Rondônia, a previsão é de tempo firme. Destaque para a baixa temperatura pela manhã ao sul da região Norte.
A temperatura continua mais baixa pela manhã entre o Acre e Rondônia, com mínimas em torno de 15°C.

Fonte : Canal Rural