MERCADO E CIAAGRICULTURANOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – Soja cai no Brasil com perdas em Chicago e nos prêmios

Fonte:Canal Rural

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O mercado brasileiro de soja teve preços fracos nesta quinta-feira. Apesar da alta do dólar, interrompendo a sequência de baixas, a queda da soja na Bolsa de Chicago e o recuo nos prêmios de exportação pressionaram as cotações no país.

Os produtores seguem com cautela no mercado brasileiro, sem ver atratividade nos preços. No dia, apenas no mercado gaúcho houve alguma movimentação relevante de negócios.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. As preocupações com as consequências da guerra comercial entre Estados Unidos e China voltaram a pressionar as cotações, que bateram no menor nível em duas semanas.

Apesar do ótimo desempenho das exportações semanais americanas, os agentes demonstraram preocupação com o fato dos exportadores privados não terem anunciado novas vendas ao longo da semana. A interpretação do mercado é que essa ausência de operações já é reflexo da tensão comercial.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.040.700 toneladas na semana encerrada em 12 de abril. O número ficou 31% abaixo da  semana anterior e 12% superior à média das últimas quatro semanas.

Para a temporada 2018/19, foram mais 1.090.700 toneladas. Analistas esperavam entre 1,4 milhão a 2,1 milhões toneladas, somando as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 10,37 (-4,50cents)

  • Julho/2018: 10,49 (-4,25 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 80,00

  • Cascavel (PR): 78,50

  • Rondonópolis (MT): 73,00

  • Dourados (MS): 74,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 85,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 85,50

  • Porto de Santos (SP): 85,00

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 85,00

Fonte: Safras & Mercado

Milho

O mercado brasileiro de milho apresentou preços de estáveis a mais baixos nesta quinta-feira. O cenário ainda é de negociações pontuais, avaliando que os principais consumidores seguem bem abastecidos. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, produtores e cooperativas aumentam a fixação em alguns estados, caso do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Para a safrinha ainda há relatos de bom volume de negócios, ênfase para Goiás e Mato Grosso.

Chicago
O milho em Chicago fechou com preços mais baixos. O mercado manteve o tom negativo, mesmo com a melhora na demanda para o cereal norte-americano. Previsões de um possível clima favorável nos Estados Unidos colaborou para a pressão.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2017/18, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.091.700 toneladas na semana encerrada 12 de abril. O número ficou 30% superior ao da semana anterior e 4% abaixo da média em quatro semanas.
Para a temporada 2018/19, ficaram em 112.200 toneladas. Analistas esperavamde 700 mil a 1,15 milhão de toneladas, somando as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 3,82 (-1,00 cents)

  • Julho/2018: 3,91 (-0,75 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 41,00

  • Paraná: 38,00

  • Campinas (SP): 39,00

  • Mato Grosso: 24,00

  • Porto de Santos (SP): 37,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 37,00

  • São Francisco do Sul (SC): 37,00

Fonte: Safras & Mercado

Café

O mercado brasileiro de café teve uma quinta-feira de preços pouco alterados no Brasil, mais uma vez. A queda do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres foi neutralizada pela alta do dólar. Os vendedores seguiram retraídos na comercialização, assim como os compradores, que esperam a chegada de uma safra recorde brasileira.
Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços mais baixos. Segundo traders, as cotações caíram diante do dólar firme contra o real no Brasil e com as condições climáticas favoráveis à safra brasileira.
A safra brasileira está em processo inicial de colheita e as notícias seguem sendo de condições climáticas muito favoráveis à confirmação de uma produção recorde. Na terça-feira, a bolsa atingiu os patamares mais baixos desde março de 2016 e parece poder testar níveis ainda mais baixos.
Quando a bolsa reage, não tem conseguido romper resistências, sem fundamentos para isso, ante uma safra grande do Brasil este ano que traz tranquilidade ao abastecimento global.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quarta-feira com preços mais baixos. As cotações foram pressionadas no dia por fatores técnicos, com correção após os preços atingirem os níveis mais altos em duas semanas.
Vendas de origens diante da melhora nas cotações pressionaram o mercado, além das perdas do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US).

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 114,25 (-0,65 cent)

  • Julho/2018: 116,25 (-0,90 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.730 (-US$ 5)

  • Julho/2018: 1.767 (-US$ 5)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 435-440

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 410-420

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 395-400

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 323-325

Boi

O mercado do boi gordo segue com pressão de baixa, com o cenário de final de safra colaborando com a manutenção das programações de abate.
Após oito semanas de queda, houve valorização no mercado atacadista de carne sem osso. A associação disto à redução da cotação do boi gordo melhorou a margem dos frigoríficos.
Após o recuo observado no dia anterior, para R$ 142 por arroba, à vista, livre de imposto, ofertas de compra acima da referência são pouco frequentes.
Por outro lado há diversas indústrias com testes de preços menores. Destaque para a região sudeste de Mato Grosso que acumula desvalorização de 2,2% desde o início da semana.
Para o curto prazo a expectativa é de que a oferta se mantenha em bons níveis, o que tende a manter a pressão de baixa.
A confirmação que a União Europeia suspendeu os embarques de 20 unidades frigoríficas carne de frango deixa o mercado em alerta. O nível de competitividade da carne bovina em relação às concorrentes (suíno e frango) segue registrando recordes negativos e, com os fatores anunciados, pode piorar.
Na parcial do mês, a carcaça de frango corresponde a apenas 30,8% da carcaça bovina, o pior nível de competitividade da série histórica. Para o suíno, o percentual de 50,9% é segundo menor, atrás de abril de 2016.
O cenário de incerteza faz com que frigoríficos paulistas testem valores menores nos balcões de compra. Ofertas até R$ 3 a menos por arroba são comuns e a pressão intensa ilustra uma nova rodada de baixa nos balcões, segundo a XP Investimentos.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 142,00

  • Belo Horizonte (MG): 134,00

  • Goiânia (GO): 129,00

  • Dourados (MS): 132,50

  • Mato Grosso: 127,00 – 132,00

  • Marabá (PA): 127,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)

  • Paraná (noroeste): 140,00

  • Tocantins (norte): 124,00

Fonte: Scot Consultoria e XP Investimentos

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,32%, cotado a R$ 3,390 para a compra e a R$ 3,392 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,382 e a máxima de R$ 3,412.
O Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,06%, aos 85.824,26 pontos. O volume negociado foi de  R$ 10,773 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

Dia de tempo firme e sol na maior parte da região. No entanto, novas instabilidades associadas aos ventos em médios níveis da atmosfera avançam no decorrer do dia e podem provocar pancadas de chuva no oeste do Paraná e de Santa Catarina e em grande parte do Rio Grande do Sul.
A chuva não chega a ser volumosa, mas existe potencial para eventual queda de granizo no interior gaúcho. O tempo fica firme entre o norte do Rio Grande do Sul e o norte do Paraná. As temperaturas do amanhecer continuam baixas nas áreas de serra e planalto, e à tarde o calor aumenta, especialmente no oeste do Paraná.

Sudeste

O sistema de alta pressão que estava no oceano se afasta, e o tempo volta a ficar firme no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Há previsão de chuva apenas no oeste paulista e no Triângulo Mineiro por causa de instabilidades no alto da atmosfera. As pancadas ocorrem principalmente no período da tarde, mas não trazem volume expressivo.
Todas as demais áreas da Região seguem com tempo firme. O friozinho do amanhecer continua no leste paulista e no sul de Minas, mas os valores não são extremos. À tarde a sensação é agradável em todo Sudeste.

Centro-Oeste

Mais um dia de tempo instável no Centro-Oeste, com chuva a qualquer momento em todos os estados da região. Há chance para pancadas de moderada intensidade em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
No norte de Goiás, a chance de chuva é menor, mas não dá para descartar pancadas localizadas, especialmente no período da tarde. O calor continua no oeste de Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Todo o litoral da Bahia segue com chuva ao longo do dia. Os acumulados podem ser elevados e há risco para transtornos desde o Recôncavo Baiano até Alagoas. Nas demais áreas litorâneas do Nordeste, também têm previsão de chuva, mas com menores volumes.
No interior da Bahia, de Pernambuco e no sul do Maranhão e do Piauí, a chance de chuva diminui bastante. Como o sol aparece mais vezes, as temperaturas sobem em relação aos dias anteriores em toda metade norte da região.

Norte

Tempo instável em todos os estados do Norte. As pancadas de chuva ocorrem a qualquer momento, e os volumes mais expressivos devem ser registrados na metade norte da região.
O sol aparece entre uma chuva e outra, e não se descartam trovoadas ao longo do dia.

Fonte : Canal Rural

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