MERCADO E CIAAGRICULTURANOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – Soja cai mais de 2% em Chicago e produtores se afastam das negociações

Fonte:Abiove/divulgação

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A queda de mais de 2% nos contratos futuros da soja em Chicago pressionou as cotações domésticas no Brasil neste início de semana. Apesar do dólar em alta, os produtores se afastaram das negociações e não houve registro de negócios consistentes.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com fortes perdas. A queda na demanda pelo produto dos Estados Unidos, por conta da tensão comercial entre americanos e chineses, pressionou as cotações.

Após as negociações entre autoridades dos dois países não apresentarem avanço na semana passada, o sentimento no mercado é que a ameaça chinesa de sobretaxar as importações de soja americana poderá ser concretizada em breve.

Desde o início de abril, quando a China indicou que poderia sobretaxar a  oleaginosa americana, o comércio entre os dois países sofreu um recuo. O interesse chinês se deslocou do mercado americano para o Brasil. A última venda anunciada pelos exportadores privados americanos para o país asiático data do dia 10 do mês passado.

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 10,11 (-25,25 cents)

  • Setembro/2018: 10,14 (-25,25 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 81,00

  • Cascavel (PR): 79,00

  • Rondonópolis (MT): 75,00

  • Dourados (MS): 75,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 85,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 85,50

  • Porto de Santos (SP): 85,50

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 85,50

Milho

O mercado brasileiro de milho abriu a semana registrando preços firmes. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as preocupações com o clima para a safrinha seguem dando sustentação ao mercado. O dólar em alta contribuiu para o suporte às cotações do milho.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado seguiu as perdas dos vizinhos soja e trigo, em meio à falta de um acordo comercial entre China e EUA.
As perdas somente não são mais efetivas em meio ao bom desempenho das inspeções de exportação norte-americanas de milho, que chegaram a 1.916.461 toneladas na semana encerrada no dia 3 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.482.083 toneladas. Em igual período
do ano passado, o total inspecionado foi de 862.344 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções somam 33.191.766 toneladas, contra 39.352.120 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 4,00 (-5,50 cents)

  • Setembro/2018: 4,08 (-5,25 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 42,00

  • Paraná: 40,00

  • Campinas (SP): 43,00

  • Mato Grosso: 29,00

  • Porto de Santos (SP): 40,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 40,50

  • São Francisco do Sul (SC): 40,50

Fonte: Safras & Mercado

Café

O mercado brasileiro de café teve uma segunda-feira de preços de estáveis a mais baixos. A baixa do arábica em Nova York pressionou as cotações no mercado nacional. O dia foi "desanimado" na comercialização, ante o cenário baixista da bolsa. A alta do dólar limitou o impacto negativo das perdas em NY.

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica
encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos. O mercado voltou a ser pressionado pelos fundamentos, com a entrada de uma safra brasileira recorde pesando sobre as cotações. Os trabalhos estão em fase inicial ainda, mas devem acelerar nas próximas semanas.
A grande safra brasileira traz tranquilidade ao abastecimento global. O dólar em alta contra o real no Brasil foi fator citado para as perdas. Além disso, após recentes ganhos, NY teve um começo de semana de ajuste técnico.
Os fundos e especuladores reduziram sua carteira líquida vendida, mas ainda carregam amplas posições vendidas.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 120,75 (-1,85 cent)

  • Julho/2018: 123,15 (-1,80 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.813 (-US$ 18)

  • Julho/2018: 1.800 (-US$ 13)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 445-450

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 450-455

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 400-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 325-330

Fonte: Safras & Mercado

Boi gordo

Mercado do boi gordo inicia a segunda semana de maio pressionado. Das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a arroba caiu em seis delas. Destaque para Goiás, onde a cotação da arroba caiu 0,8% em relação à sexta-feira.
Desde abril, a cotação caiu 5,2%, considerando a praça de Goiânia. Em São Paulo, a arroba do boi gordo está cotada em R$142,00/@, a prazo, livre de Funrural. 
As programações de abate atendem em torno de seis dias. Cabe ressaltar que muitos compradores estão fora das compras, aguardando melhor desenho do mercado para traçar as estratégias de precificação no decorrer da semana. 
Do lado da demanda, mesmo com o início do mês, o mercado da carne bovina não reage e com maior oferta, resultado da desova de final de safra, as indústrias pressionam a arroba com certa facilidade.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 140,00

  • Belo Horizonte (MG): 131,00

  • Goiânia (GO): 125,00

  • Dourados (MS): 131,00

  • Mato Grosso: 126,00 – 130,00

  • Marabá (PA): 126,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 138,00

  • Tocantins (norte): 122,00

Fonte: Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,82%, cotado a R$ 3,551 para a compra e a R$ 3,553 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,537 e a máxima de R$ 3,558.
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,49%, aos 82.714, 43 pontos. O volume negociado foi de  R$ 9,132 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

Na terça-feira pouca coisa muda na Região Sul. A umidade que vem do oceano ainda leva chuva fraca e isolada entre a faixa leste de Santa Catarina e do Paraná. No oeste do Rio Grande do Sul, as áreas de instabilidades no alto da atmosfera intensificam a chuva na fronteira oeste do estado. Já nas demais áreas da Região, o tempo fica firme.

Sudeste

Pouca coisa muda sobre o Sudeste. Ainda chove entre o norte paulista e Triângulo Mineiro. A umidade do oceano ganha um pouco de força e a chuva deve chegar de forma fraca e isolada na capital paulista. Também chove no Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais. As temperaturas de modo geral, apresentam uma leva queda em relação aos dias anteriores, mas a sensação de frio fica apenas pela manhã.

Centro-Oeste

A chuva segue concentrada entre o oeste e norte do estado de Mato Grosso, ainda sem grande intensidade e de forma muito mal distribuída. Já nas demais áreas do Centro-Oeste, as temperaturas continuam bastante elevadas e com umidade do ar abaixo do ideal para a saúde humana.

Nordeste

A chuva ganha ainda mais força nesta terça-feira, principalmente no norte do Maranhão. A Zona de Convergência Intertropical intensidade a chuva entre o estado maranhense e o Ceará, e há risco para transtornos localizados, principalmente em rodovias. No leste da Região, a chuva forte continua devido a umidade que sopra do oceano.

Norte

A chuva finalmente consegue avançar para o sul do Pará e norte do Tocantins nesta terça-feira, mas ainda sem um acumulado expressivo. Entre o Acre e Amapá, a chuva forte não dá trégua, o que pode causar transtornos nas rodovias dos estados. Já na metade sul de Tocantins, o tempo seco e a baixa umidade do ar permanece.

Fonte : Canal Rural

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